Sete municípios dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram a situação de emergência formalizada pelo governo federal nesta quinta-feira (22). A medida decorre dos severos estragos provocados por fenômenos meteorológicos adversos e foi oficializada por meio da Portaria nº 3.646, emitida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Impactos das tempestades nos estados do Sul
Os eventos que justificaram o reconhecimento oficial aconteceram na transição entre o final de setembro e os primeiros dias de outubro, quando uma sequência de instabilidades atingiu a Região Sul com grande intensidade.
O Rio Grande do Sul concentrou o maior número de cidades contempladas pelo ato normativo. O grande volume de chuvas intensas motivou a decretação de emergência nas cidades de Bom Jesus, Formigueiro e Veranópolis. Já o município gaúcho de Alto Alegre entrou na lista após registrar danos expressivos causados por fortes vendavais.
No território paranaense, rajadas severas de vento também deixaram prejuízos estruturais, resultando no reconhecimento da condição emergencial para Altamira do Paraná e Santa Terezinha de Itaipu. Em Santa Catarina, a medida foi concedida para Arabutã, localidade fortemente castigada pela precipitação de granizo.
Monitoramento e avisos meteorológicos
As condições climáticas extremas registradas nos três estados coincidem com o quadro de instabilidade apontado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão manteve alertas de perigo para temporais e precipitações volumosas em praticamente todo o decorrer do mês na Região Sul.
Cidades com situação de emergência reconhecida
Confira o panorama completo dos municípios incluídos na portaria federal e os respectivos desastres enfrentados:
Estado Município Desastre registrado Paraná Altamira do Paraná Vendaval Paraná Santa Terezinha de Itaipu Vendaval Rio Grande do Sul Alto Alegre Vendaval Rio Grande do Sul Bom Jesus Chuvas intensas Rio Grande do Sul Formigueiro Chuvas intensas Rio Grande do Sul Veranópolis Chuvas intensas Santa Catarina Arabutã Granizo
Com a publicação da portaria no Diário Oficial da União, as administrações municipais passam a ter acesso facilitado a recursos federais de assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de áreas danificadas.
Agência Brasil




