O governo da França decidiu endurecer o controle sobre as ruas e vetar mobilizações classificadas como “ilegítimas” ao longo dos próximos dias. A determinação foi comunicada pelo presidente Emmanuel Macron nesta quinta-feira (22), logo após uma reunião com ministros de Estado e lideranças dos serviços de inteligência.
Novas regras para passeatas e defesa do comércio
Apesar do veto a atos não reconhecidos pelas forças de segurança, as marchas organizadas por entidades formais, a exemplo dos sindicatos, continuarão autorizadas. No entanto, essas passeatas terão itinerários alternativos definidos pelo poder público.
A meta central da gestão Macron com essa medida preventiva é resguardar a integridade dos estabelecimentos comerciais, alvos frequentes de episódios de violência urbana durante as últimas concentrações populares.
Acusações contra grupos extremistas
Durante um pronunciamento breve, com duração de pouco mais de três minutos, o chefe de Estado francês apontou a responsabilidade dos distúrbios a organizações de extrema-esquerda qualificadas como “sediciosos”.
Segundo a avaliação dos órgãos de segurança franceses, esses setores extremistas foram os articuladores das desordens, confrontos e pilhagens que atingiram diversas cidades do país no último sábado (17).
Agência Brasil




