Uma forte tempestade atingiu a capital paulista e deixou um saldo trágico de vítimas, além de dezenas de pontos de alagamento e três desabamentos em diferentes regiões da cidade.
Prejuízos e resgates na região central
Apesar de a zona sul ter registrado os maiores volumes de precipitação, com destaque para os 67,8mm medidos no Córrego Sapateiro e os 64mm no Parque da Aclimação, os danos mais severos se concentraram no centro. Ruas e avenidas importantes ficaram submersas, resultando em veículos danificados e no resgate de quatro pessoas que estavam ilhadas.
As enchentes afetaram pontos estratégicos como o Terminal Bandeira, o Túnel do Anhangabaú e trechos da Avenida 23 de Maio. O sistema de transporte sobre trilhos também sofreu impactos temporários, com invasão de água em estações do metrô, embora as operações tenham sido normalizadas posteriormente.
Desabamentos e ocorrências fatais
Entre os três desabamentos registrados na capital, um deles ocorreu em uma pensão localizada na região central, que acabou interditada sem vítimas no momento do incidente.
Contudo, na zona norte, um desabamento na Brasilândia resultou na morte de um morador que chegou a ser soterrado e socorrido por vizinhos antes da chegada das equipes de resgate.
Impacto no interior paulista
O temporal não se limitou à capital e causou estragos em diversos municípios do interior do estado. Cidades como Assis registraram alagamentos, enquanto Pitangueiras contabilizou quedas de árvores e destelhamentos em residências.
Os ventos fortes foram um dos principais fatores de destruição, com rajadas que superaram a marca de 70 km/h em várias localidades. O registro mais intenso ocorreu em Paulínia, onde os ventos atingiram 80,5 km/h no início da tarde.
Previsão meteorológica para os próximos dias
A instabilidade climática deve persistir na região metropolitana, com expectativa de novas precipitações ao longo da noite e da madrugada.
A situação de alerta continua para o restante da semana devido à chegada de uma nova frente fria pelo litoral paulista, mantendo o risco elevado de novos temporais e deslizamentos em áreas vulneráveis.
Agência Brasil




