Com uma forte economia ancorada no agronegócio e um eleitorado predominantemente conservador, os estados da região Centro-Oeste do país devem priorizar a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) no debate eleitoral de 2026.
Além dos pré-candidatos da direita — de partidos como PL e Novo, alinhados em defesa dos processos de impeachment de ministros do STF —, nomes de políticos cotados por siglas de centro e até de centro-esquerda demonstram a intenção de debater o tema durante a campanha, com o compromisso de reformar o Judiciário brasileiro. Em outubro, cada estado brasileiro vai eleger dois senadores.
A reportagem da Gazeta do Povo fez um levantamento sobre como o tema está sendo espontaneamente debatido neste período de pré-campanha. Além disso, os pré-candidatos declarados até o momento foram procurados diretamente sobre a prioridade do tema STF em meio ao debate com o eleitor.
Segundo o levantamento, dos 22 pré-candidatos ao Senado procurados pela Gazeta do Povo nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal, 15 apontam que devem priorizar a reforma do Supremo na campanha eleitoral, sendo que a maioria ainda indica que pode votar pela abertura de processos de impeachment de ministros caso vençam nas urnas.
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Ex-primeira-dama e deputados federais reforçam tendência a favor de impeachment
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal e, se eleita, tem potencial para liderar a frente parlamentar contra os excessos do Supremo no Congresso. Esposa de Jair Bolsonaro (PL), ela tem um histórico de confrontos com ministros da Corte, principalmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou o ex-presidente da República por tentativa de golpe de Estado.
Entre os deputados federais que pretendem trocar a Câmara pelo Senado, Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), José Medeiros (PL-MT) e Marcos Pollon (PL-MS) integram o grupo de parlamentares mais críticos à atuação do Supremo e alegam que as interferências dos ministros em decisões do Congresso Nacional ameaçam a democracia.
Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado pelo Distrito Federal
Bia Kicis (PL)
Aliada de Michelle Bolsonaro, a deputada federal Bia Kicis desbancou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB-DF) para disputar o Senado ao lado da ex-primeira-dama em uma chapa pura do PL. A favor da parlamentar pesou o alinhamento com as pautas prioritárias da direita conservadora, como a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
“Uma das minhas pautas principais será a de buscar o equilíbrio entre os Poderes, que é algo que, como deputada federal, tenho lutado nos últimos dois mandatos. Além disso, entendo a importância de votarmos no impeachment de ministros do Supremo que têm extrapolado seus deveres constitucionais em prol de seus interesses pessoais”, afirmou Kicis à Gazeta do Povo.
Erika Kokay (PT)
A deputada federal Erika Kokay não se manifestou sobre o tema recentemente e não deu retorno à reportagem sobre o pedido de posicionamento.
Ibaneis Rocha (MDB)
O ex-governador Ibaneis Rocha deixou o governo do Distrito Federal para disputar o Senado neste ano. Ele chegou a ser afastado do cargo no início de 2023 por decisão do ministro Alexandre Moraes por suspeita de omissão na área de segurança no ato do 8 de janeiro de 2023, que terminou com a depredação dos prédios dos Três Poderes em Brasília.
Durante entrevista à Folha de S.Paulo, no ano passado, Rocha afirmou que Moraes tem “atropelado muitos procedimentos”, na avaliação da defesa de pessoas envolvidas no 8 de janeiro e sob suspeita de crimes cibernéticos. Por outro lado, ele disse que é contra a cassação dos mandatos de ministros pelo Senado.
“Acho que impeachment de ministro do Supremo é um caso tão extremo que só se for pego num ato de corrupção ou algo nesse sentido. Você não pode julgar os julgamentos. Acho que essa questão é uma pauta ideológica”, declarou Rocha, que é advogado. O ex-governador foi procurado pela Gazeta do Povo no escritório de advocacia, mas não se posicionou até a publicação desta reportagem.
Leila Barros (PDT)
Ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, a senadora Leila Barros buscará a reeleição e afirmou que deve priorizar os interesses do Distrito Federal na campanha, principalmente em relação ao caso do Banco Master. Na avaliação dela, o escândalo gerou um prejuízo bilionário ao Banco de Brasília (BRB) e exige “apuração rigorosa e responsabilização”.
Segundo a assessoria da parlamentar, a senadora defende o aperfeiçoamento do modelo atual de indicação de ministros do STF, com a adoção de lista tríplice baseada na carreira da magistratura, além da discussão sobre mandatos com prazo determinado. “No entanto, a campanha terá foco nas questões que impactam diretamente a vida dos brasilienses, como saúde, segurança, mobilidade e uso responsável dos recursos públicos, áreas em que há forte demanda por fiscalização e resultados concretos”, completou.
Michelle Bolsonaro (PL)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve manter o tom das críticas contra o STF, que se intensificaram durante a prisão de Jair Bolsonaro na penitenciária da Papudinha, em Brasília. No período, a esposa dele e os filhos fizeram vários pedidos para a conversão da pena por tentativa de golpe de Estado para o regime domiciliar, sob alegação da saúde do ex-presidente.
“A gente tem visto tantas atrocidades, a gente tem visto um Congresso de joelhos em frente ao STF. Isso é uma tristeza muito grande pra gente porque hoje, infelizmente, só quem governa é o Judiciário. Os nossos deputados aprovam leis e, se não tiver concordância, eles [os ministros do STF] anulam”, disse Michelle em novembro. No final de março, Bolsonaro teve o benefício de prisão domiciliar concedido pelo STF.
A relação da família Bolsonaro com os ministros do Supremo foi agravada nas últimas semanas, especialmente com Alexandre de Moraes, que suspendeu os efeitos do PL da Dosimetria, em decisão monocrática, até o julgamento dos pedidos que questionam a constitucionalidade da lei aprovada pelo Congresso.
Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado por Goiás
Alexandre Baldy (PP)
O ex-deputado federal Alexandre Baldy não se manifestou sobre o tema recentemente e não deu retorno ao pedido de posicionamento.
Delegado Humberto Teófilo (Novo)
Pré-candidato ao Senado pelo Novo, o delegado Humberto Teófilo segue a diretriz nacional da sigla no embate com o STF. Para ser candidato ao Senado, o partido passou a exigir o compromisso dos escolhidos em votar pelo impeachment de ministros do Supremo, em caso de vitória nas urnas.
“Defendo o papel do Senado na contenção de abusos por parte de ministros do STF, garantindo o equilíbrio entre os Poderes e assim desencadeando processos de impeachment contra os ‘intocáveis’ do mesmo modo que ocorreu no Chile”, disse à Gazeta do Povo.
Gracinha Caiado (União)
Ex-primeira-dama do estado, Gracinha Caiado é pré-candidata ao Senado em Goiás, tendo como principal cabo eleitoral o marido, Ronaldo Caiado (PSD-GO), pré-candidato à Presidência da República. O ex-governador deixou o Palácio das Esmeraldas (sede do Executivo goiano) no início de abril com alta aprovação popular.
Sobre a atuação do STF, o casal tem demonstrado cautela. Caiado possui uma boa relação com ministros da Corte, principalmente Gilmar Mendes, mas não poupou críticas ao STF após o decano sugerir a inclusão do presidenciável Romeu Zema (Novo-MG) no inquérito das fake news e depois que Alexandre Moraes suspendeu o PL da Dosimetria. Já Gracinha não tem se manifestado publicamente sobre o Supremo e a assessoria da ex-primeira-dama não deu retorno sobre o posicionamento dela.
Gustavo Gayer (PL)
O deputado federal Gustavo Gayer é alvo de processos no STF e se tornou um dos parlamentares de direita mais influentes nas redes sociais, com discurso combativo contra os excessos da Suprema Corte. Na última semana, Gayer criticou a derrubada do PL da Dosimetria por Moraes, reforçando o papel do Congresso na contenção do STF.
“Depois de três anos de manifestações, de placar, de conversas, de falar com senadores, com deputados, de mostrar o sofrimento dessas famílias, a gente derruba o veto [do presidente Lula], que é a maior manifestação da nossa democracia. O Congresso inteiro se reúne para derrubar um veto presidencial, uma votação expressiva”, comentou.
“Curiosamente, o Moraes foi sorteado relator dos dois processos para anular o PL da Dosimetria que vai libertar os prisioneiros políticos. Ele suspende a lei. […] Isso é o cúmulo do sadismo”, declarou Gayer, ao lembrar da suposta participação de Moraes na discussão sobre o texto do projeto de lei da dosimetria.
Vanderlan Cardoso (PSD)
O senador Vanderlan Cardoso irá disputar a reeleição para mais oito anos de mandato no Senado. Ele lembrou que assinou o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes em 2024, quando, segundo ele, “poucos tinham coragem de enfrentar esse debate”.
“Não tomo decisões por pressão nem por curtidas. Faço por convicção. Ninguém pode agir acima da Constituição. O Brasil precisa restabelecer o equilíbrio entre os Poderes, e esse limite começa pelo respeito às leis e ao devido processo legal”, defendeu Cardoso.
Ele criticou as prisões arbitrárias, censura e processos sem direito à ampla defesa. “Não podemos aceitar que alguns ministros se comportem como se o STF fosse um superpoder acima da lei, acima do parlamento e acima da democracia.”
Zacharias Calil (MDB)
O deputado federal Zacharias Calil não se posicionou recentemente sobre a atuação do STF, mas em 2024 entrou em rota de colisão com os ministros do Supremo, após a decisão que suspendeu a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia a prática de assistolia fetal.
No plenário da Câmara, o deputado federal, que é cirurgião pediátrico, simulou uma assistolia fetal, usando um boneco simbolizando uma mulher grávida. “Não podemos permitir que uma criança desse tamanho, de oito, nove meses de idade, seja sacrificada intraútero”, declarou à época. A assessoria de Calil não deu retorno à Gazeta do Povo sobre a posição do pré-candidato ao Senado em relação à atuação do STF.
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Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso
Antônio Galvan (Avante)
O produtor rural Antônio Galvan voltará a disputar as eleições ao Senado deste ano no Mato Grosso, onde foi presidente da Aprosoja-MT, entidade pela qual ele também ocupou a presidência nacional. Em 2022, Galvan foi o segundo mais votado no estado com 25,95% dos votos válidos, atrás apenas do senador Wellington Fagundes, que foi reeleito. O pré-candidato foi investigado por financiamento dos atos promovidos em 8 de janeiro de 2023.
Galvan tem um perfil conservador e deve repetir uma campanha alinhada com demandas da direita, entre elas o processo de impeachment de ministros do STF no Senado. “Ou nós corrigimos a situação das instituições para que elas voltem a ser respeitadas ou vamos virar uma Venezuela, uma Nicarágua, uma Cuba, perdendo a nossa liberdade”, disse em entrevista à TV Guaporeí. A Gazeta do Povo não conseguiu contato com o pré-candidato. O espaço segue aberto para a manifestação dele.
Carlos Fávaro (PSD)
Ex-ministro da Agricultura e Pecuária do governo Lula, o senador Carlos Fávaro vai disputar um novo mandato ao Senado com o apoio do presidente petista. Assim, ele deve manter uma posição alinhada ao governo sobre a relação com o STF. Fávaro foi procurado e não respondeu ao pedido de posicionamento sobre o tema.
O senador saiu em defesa do ex-advogado-geral da União Jorge Messias, que teve a indicação ao Supremo rejeitada pelo Senado. Segundo o aliado, os senadores se posicionaram contra a vontade dos evangélicos no país, fé professada pelo indicado por Lula. “A decisão do Senado é soberana, mas ao impedirem a ida do Jorge Messias, um homem de Deus, à Suprema Corte, eles [senadores] impediram que a vontade do povo de Deus fosse feita”, disse Fávaro.
Janaína Riva (MDB)
Deputada estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso (ALMT), Janaína Riva defende que o Senado reassuma o “papel constitucional de freio e contrapeso” em relação à atuação do Judiciário. “O equilíbrio entre os Poderes é inegociável. O Senado existe para legislar e fiscalizar — e quando qualquer Poder ultrapassa seus limites, cabe ao Legislativo agir”, respondeu à Gazeta do Povo.
Segundo a assessoria da parlamentar, ela deve priorizar a segurança pública e a infraestrutura estadual na campanha ao Senado. “Também defendo com veemência o endurecimento de penas para crimes contra crianças e mulheres — incluindo prisão perpétua para estupradores e pedófilos. Isso não é pauta de esquerda nem de direita, é pauta de civilização”, completou.
José Medeiros (PL)
Outro deputado federal do PL na linha de frente contra o STF é José Medeiros, pré-candidato ao Senado por Mato Grosso. No final do ano passado, ele denunciou os excessos da Suprema Corte brasileira no Parlamento Europeu. “Tivemos tempo suficiente para apresentar documentos mostrando como o ministro Alexandre de Moraes tem ignorado a lei, como pessoas foram presas sem o devido processo legal e como a Constituição tem sido desrespeitada no Brasil”, lembrou em entrevista à coluna Entrelinhas, da Gazeta do Povo.
Medeiros deve manter a postura com o foco na relação entre os três Poderes na campanha ao Senado. “O STF hoje legisla, interfere no Executivo, no Legislativo e até nas eleições. […] Isso é um absurdo. Quem se comporta como verme, não pode reclamar quando for pisado. Eles tomaram conta de tudo e estão sufocando o Estado de Direito”, opinou.
Mauro Mendes (União)
Aliado de Jair Bolsonaro, o ex-governador Mauro Mendes deixou o Executivo mato-grossense no final de março para disputar uma das cadeiras ao Senado. Ele fez parte do grupo de governadores que apoiou o ex-presidente da República durante o ato pela anistia em abril do ano passado, na avenida Paulista. Por outro lado, no final de 2025, ele criticou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, principalmente pelas consequências do tarifaço imposto por Donald Trump.
Questionado pela imprensa ao anunciar a saída do cargo, Mendes respondeu que terá coragem de se posicionar contra os excessos do STF, se for eleito senador. “Já pode ter me faltado juízo, agora coragem nunca me faltou. Eu já demonstrei na prática isso”, declarou. Mendes foi procurado pela Gazeta do Povo, mas não deu retorno sobre o pedido de posicionamento.
Pedro Taques (PSB)
Ex-senador e ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques voltará a disputar as eleições ao Congresso pelo PSB. Segundo a assessoria dele, o equilíbrio entre os Poderes e os limites constitucionais de atuação do Judiciário devem ocupar espaço importante na campanha.
“O Supremo Tribunal Federal ampliou seu protagonismo nos últimos anos também em razão da fragilidade do Congresso Nacional, que muitas vezes deixou de exercer plenamente seu papel constitucional de legislar, fiscalizar e enfrentar temas centrais do país”, respondeu o pré-candidato da sigla de centro-esquerda.
Para ele, o Congresso passou a priorizar emendas parlamentares, articulações políticas e produção de conteúdo para redes sociais, deixando em segundo plano debates estruturais. Taques defende reformas institucionais como mandato de 12 anos para ministros do STF, idade mínima de 35 anos e máxima de 60 anos para ingresso na Corte e fortalecimento das decisões colegiadas, reduzindo decisões monocráticas.
Posição sobre o STF dos pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul
Capitão Contar (PL)
O ex-deputado estadual capitão Renan Contar tem feito declarações frequentes sobre temas que envolvem o STF. Recentemente, ele criticou Moraes pela derrubada do PL da Dosimetria, cobrou o Senado pelo veto de Jorge Messias e acusou o governo de articulação para blindar ministros do Supremo e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na CPI do Crime Organizado. O relatório da comissão pediu o indiciamento de Gonet e dos ministros Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
“A base aliada do governo operou uma manobra de última hora para garantir a impunidade. Trocaram membros da comissão apenas para enterrar o relatório que pedia o indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral. Retiraram quem buscava a verdade e colocaram quem está lá para garantir que nada aconteça. É vergonhoso ver o sistema se blindar dessa forma”, declarou o pré-candidato ao Senado.
O PL passa por uma disputa interna pelas duas vagas com três pré-candidatos no Mato Grosso do Sul. Além de Contar, o deputado federal Marcos Pollon e o ex-governador Reinaldo Azambuja estão na disputa pela formação da chapa pura.
Marcos Pollon (PL)
O deputado federal Marcos Pollon faz parte da bancada da direita conservadora que questiona frequentemente a atuação do STF. Na última semana, ele voltou a defender o impeachment de Moraes após a decisão monocrática que suspendeu os efeitos do PL da Dosimetria. “É um absurdo. Isso só acontece porque faltam senadores com determinação e coragem para limitar esse tipo de abuso”, rebateu.
Além disso, Pollon é favorável à tramitação de um projeto de lei de anistia mais ampla aos condenados pelo 8 de janeiro, beneficiando Jair Bolsonaro. Segundo a carta do ex-presidente da República, divulgada por Michelle Bolsonaro, o deputado Pollon seria o nome preferido de Bolsonaro para a disputa ao Senado por Mato Grosso do Sul. A assessoria dele foi procurada pela Gazeta do Povo, mas não respondeu sobre a prioridade do tema na eventual campanha.
Nelsinho Trad (PSD)
O senador Nelsinho Trad irá disputar a reeleição em outubro. No ano passado, ele se posicionou a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. “Quando o abuso de autoridade ultrapassa a razão, instala-se a desconfiança nas instituições. Casos e fatos vêm se repetindo e isso aprofunda a inquietação de amplos setores da sociedade”, declarou.
A assessoria do senador foi procurada, mas não houve um retorno até a publicação desta reportagem.
Reinaldo Azambuja (PL)
Ex-governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro. Ele afirmou que o STF assumiu um “protagonismo inusitado”, extrapolando o equilíbrio entre os Poderes. “Hoje é evidente que o STF tem ido além. Essa insegurança jurídica afeta diretamente os investimentos e, por consequência, a geração de empregos e o crescimento econômico do país”, opinou.
Além do embate com o STF, Azambuja disse que deve priorizar na campanha temas como a retomada da Ferrovia Noroeste, a navegabilidade do rio Paraguai e a Rota Bioceânica. “Estou no Partido Liberal e vamos trabalhar de forma alinhada com a orientação do partido, defendendo segurança jurídica, equilíbrio entre os Poderes e um ambiente favorável ao desenvolvimento.”
Soraya Thronicke (PSB)
A senadora Soraya Thronicke é criticada pela direita pela mudança de postura após ser eleita para a cadeira ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, em 2018, quando era filiada ao PSL, sigla que elegeu Bolsonaro. Após aderir à oposição na CPI da Pandemia e se colocar contra a reeleição de Bolsonaro com a sua própria candidatura à Presidência em 2022, ela também passou a ser alvo de críticas pela posição sobre o STF.
Neste ano, a senadora se filiou ao PSB e votou contra o relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros do Supremo. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria da parlamentar não respondeu. O espaço segue aberto a todos os pré-candidatos.
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