Indústria admite falhas e corre para ajustar regras de exportação à Europa

A indústria frigorífica brasileira trabalha com a expectativa de que as negociações entre o governo e a União Europeia avancem e evitem o bloqueio das exportações de carne e derivados a partir de setembro, quando passam a valer novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal, com o setor apostando em um acordo técnico e na possibilidade de um período de transição para adequação às regras europeias.

19 Jun 2026 - 09:19
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Indústria admite falhas e corre para ajustar regras de exportação à Europa
Foto: Thiago de Jesus

A indústria frigorífica brasileira trabalha com a expectativa de que as negociações entre o governo e a União Europeia avancem e evitem o bloqueio das exportações de carne e derivados a partir de setembro, quando passam a valer novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal, com o setor apostando em um acordo técnico e na possibilidade de um período de transição para adequação às regras europeias.

No desenvolvimento das discussões, o CEO da Friboi e presidente da Abiec, Renato Costa, afirmou que houve passividade da cadeia produtiva e do poder público diante de normas já conhecidas há anos, defendendo maior articulação do governo brasileiro e participação mais ativa de laboratórios na oferta de alternativas aos antimicrobianos utilizados na pecuária, além de destacar a necessidade de avanços na organização e rastreabilidade do sistema produtivo para atender plenamente às exigências do bloco europeu.

Também entram no debate as cerca de 1,2 mil fazendas brasileiras habilitadas a exportar para a União Europeia, que já cumprem regras de rastreabilidade, mas ainda não atendem integralmente aos critérios sobre uso de antimicrobianos e melhoradores de desempenho, o que demanda ajustes na cadeia produtiva e maior alinhamento às normas internacionais.

No desfecho, o setor segue confiante em uma solução diplomática antes da entrada em vigor do veto, apoiado no diálogo entre Brasil e União Europeia, que reforça já aplicar essas regras internamente desde 2022 e agora amplia as exigências também para países exportadores, mantendo as negociações abertas para evitar impacto nas exportações brasileiras.

MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)

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