O aeroporto internacional de Riad foi alvo de um novo bombardeio neste domingo, gerando um incêndio e deixando feridos, apenas um dia após uma ofensiva mortal na mesma instalação que resultou em 13 mortes e mais de 300 feridos.
Impacto na infraestrutura e segurança A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen informou que um “projétil não identificado” atingiu o terminal aéreo, enquanto as defesas aéreas interceptaram um míssil de cruzeiro nas imediações do Aeroporto Internacional Rei Khalid. Os episódios recentes evidenciam fragilidades nos sistemas de proteção sauditas, em meio ao acirramento das tensões regionais e da campanha militar liderada pelo reino contra os insurgentes iemenitas alinhados ao Irã.
Apesar de o aeroporto permanecer fechado desde o atentado de sábado, uma conferência internacional de energia ocorreu na capital saudita conforme o cronograma. Em resposta aos riscos, o governo britânico atualizou seus alertas de segurança, recomendando que cidadãos evitem terminais aéreos e infraestruturas estratégicas na Arábia Saudita devido à ameaça de novos disparos com mísseis e drones.
Pronunciamento oficial e ameaças Em discurso transmitido pela televisão no domingo, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, assumiu a responsabilidade pela ação de sábado e declarou que o grupo também teve como alvos o aeroporto de Dammam, na Província Oriental, e duas unidades da petroleira Saudi Aramco. Até o momento, as autoridades sauditas e a empresa não confirmaram oficialmente estas ocorrências.
Em um comunicado divulgado anteriormente na rede social X, o grupo insurgente declarou: “Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso de aeroportos e do espaço aéreo sauditas, pois eles estão vulneráveis a ataques e se tornaram um teatro de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em (cidades sagradas de) Meca e Medina.”
Os rebeldes reforçaram a advertência afirmando: “Exortamos todos a levarem nossos alertas a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas.”
Escalada do conflito e posição internacional A intensificação das hostilidades ocorre após o avanço territorial dos houthis na costa do Mar Vermelho, que motivou uma resposta militar mais firme por parte da coalizão e do governo iemenita. O Ministério das Relações Exteriores controlado pelos houthis emitiu uma nota alertando que a continuidade das operações sauditas no Iêmen gerará um revide proporcional e severo.
“A menos que o inimigo saudita pare com sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser”, destacou o ministério por meio da emissora Al Masirah.
Diante do cenário de instabilidade, o presidente Donald Trump declarou no sábado que os Estados Unidos avaliam a possibilidade de integrar os ataques da coalizão contra os houthis, ampliando os desdobramentos do conflito geopolítico que envolve o Irã na região.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Info Money *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




