A Operação Mulher Segura 2026 resultou na prisão de 57.790 agressores e no atendimento a 228 mil vítimas em diversas regiões do Brasil durante o período de 141 dias, conforme balanço divulgado após a mobilização coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Estatísticas de prisões e ocorrências
As ações policiais e o cumprimento de ordens judiciais emitidas no contexto da prevenção e repressão à violência contra a mulher totalizaram 49.129 prisões em flagrante e 8.661 capturas motivadas por mandados judiciais expedidos. Entre as principais ocorrências registradas pelas autoridades estão casos de lesão corporal, somando 16.644 ocorrências, além de 15.019 registros de ameaça e 4.949 casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência, enquanto outras tipificações penais corresponderam a 5.165 registros.
Distribuição regional e efetivo mobilizado
No período de pouco mais de quatro meses, a Região Sul concentrou o maior percentual de prisões de agressores de mulheres (36%). A Região Centro-Oeste é a segunda, com 26% das prisões, seguida pelo Sudeste (18%), Nordeste (15%) e Norte (4%). Nas diligências realizadas durante as ocorrências, o Sudeste concentrou o maior percentual de vítimas atendidas (33%).
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mobilizou, no total, 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação. O ministério aponta que, no período, as ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros.
Diretrizes da mobilização permanente
A mobilização nacional teve início em 1º de junho, voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e do feminicídio. A operação reúne ações de prevenção, proteção às vítimas, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas, visitas preventivas, responsabilização dos autores de violência com o cumprimento de mandados e prisões em flagrante dos agressores, especialmente nos casos que apresentam risco de escalada para formas mais graves de violência contra a mulher. A ação tem caráter permanente e integra as forças de segurança estaduais e federais. A operação também tem caráter social e educativo, com ações de prevenção, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas e visitas preventivas. A expectativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública é que, até o fim do ano, 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas.
Canais de denúncia e apoio
Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência desse crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial:
Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar do estado, por meio do telefone 190. Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras; Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público; Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal; Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados; Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU), para assistência e orientação jurídica.
Agência Brasil




