Me adianto aos fatos e à pergunta do título e dou como certa a aprovação do nome de Jorge Messias para o STF. Desculpe. É que não tenho nenhuma esperança nesse Senado de Seifs, Cleitinhos, Romários e Calheiros da vida. Você tem? Pergunto porque o chefe tem e fico sempre admirado quando encontro alguém resistindo bravamente ao cinismo que parece nos contaminar a todos. Bom, vai que o chefe tá certo. Tomara.
De qualquer modo, Messias que se tornou nacionalmente famoso pela alcunha de Bessias. Aquele do áudio da Dilma. Um personagem menor na estrutura do partido. Fico imaginando o Messias assistindo ao seu nome virar piada em rede nacional. Os amigos apontando o dedo e rindo: Bessias, Bessias. Ele indo à padaria e o pessoal: Bessias, Bessias. E no mercado, no dentista, no Uber: Bessias, Bessias. Será que por algum instante ele cogitou se jogar da barca furada que era o PT daquela época? Ou será que sua fé no PT, em Lula e nas engrenagens do Sistema sempre foi inabalável?
Glória duvidosa
Messias cuja fidelidade canina foi recompensada com um belo cargo assim que Lula deu a volta por cima. Naquele momento, também me pergunto o que se passou na cabeça dele. E, por tudo o que Messias disse nos últimos anos, no seu discurso aguerrido e ideologicamente contaminado, dá para ter alguma certeza de que os pensamentos dele não foram exatamente os mais virtuosos. Será que ele imaginou vingança, por exemplo? “Vocês vão ver quem é o Bessias!” Messias que sempre teve como norte a ideologia, ainda que, evangélico, use a religião quando lhe convém.
É interessante, contudo, tentar se colocar do outro lado e ver a história de Messias, em muitos aspectos semelhantes à de Cristiano Zanin, como uma narrativa de superação. Aliás, para quem acredita no Estado como um deus, é uma história de redenção. Uma jornada do ex-bancário anti-herói. Com direito a morte iniciática (o áudio), dificuldades, aconselhamento com o Mestre de Nove Dedos, perseverança. Até Jorge Messias alcançar essa glória duvidosa, ainda que inegavelmente rentável, de fazer parte do Olimpo tupiniquim.
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