O pleito recente registrou a maior taxa de parlamentares federais mantidos no cargo desde a redemocratização e a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte de 1986. O montante de políticos que conseguiram permanecer na Casa alcançou 311 nomes, o que representa um percentual de 60,62% do total. Os dados foram consolidados por meio de levantamento oficial da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.
Critérios para apuração e índice histórico
A metodologia aplicada segue o padrão da série histórica divulgada a cada ciclo eleitoral. Desse modo, o cálculo considera como reconduzido ao cargo todo parlamentar que tenha assumido o mandato durante a legislatura vigente, englobando tanto os titulares quanto os suplentes que exerceram a função temporariamente.
Queda drástica na taxa de renovação
Em contrapartida ao avanço na permanência dos atuais parlamentares, a renovação da Câmara marcou o menor índice já registrado no mesmo período comparativo, fixando-se em 33,72%. Essa métrica é obtida com base na quantidade de candidatos vitoriosos que jamais haviam ocupado uma cadeira na Câmara dos Deputados anteriormente.
Retorno de antigos parlamentares e ajuste metodológico
Além dos novatos e daqueles que continuam na Casa, o cenário legislativo também contabiliza o retorno de ex-deputados de legislaturas passadas. Foram 29 parlamentares nessa condição, correspondendo a 5,65% dos assentos totais da instituição.
Os dados iniciais fornecidos pela instituição logo após o encerramento da votação adotavam um parâmetro distinto e precisaram de retificação para manter a consistência com a série histórica oficial. Na apuração preliminar, apenas os políticos que assumiram como titulares no decorrer do mandato atual haviam sido contabilizados, deixando de fora os suplentes que atuaram temporariamente e que agora integram oficialmente a estatística final.
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