Famílias ao redor do mundo estão substituindo os tradicionais retratos escolares pelo ChatGPT para cortar despesas com serviços fotográficos profissionais, uma tendência que ganhou forte repercussão na internet e acendeu alertas de segurança.
Custos elevados motivam a busca por alternativas Conforme dados divulgados pela empresa especializada Capturely, os pacotes de fotos nas escolas costumam variar entre US$ 25 e US$ 60, o equivalente a cerca de R$ 130 a R$ 310, ao passo que imagens avulsas podem alcançar o valor de US$ 125, aproximadamente R$ 650.
Como funciona a edição com inteligência artificial A influenciadora Carlie Bond popularizou o método ao divulgar um tutorial de como empregou a tecnologia para gerar os retratos dos três filhos. O processo consiste em capturar fotos com o celular diante de uma parede neutra, enviar os arquivos para o chatbot e solicitar que a ferramenta gere uma imagem escolar mantendo os traços originais, o que inclui a inserção de fundos em degradê típicos de estúdios.
A reação nas redes sociais e os problemas técnicos Enquanto muitos responsáveis comemoram a economia — como um usuário que gastaria quase US$ 170, cerca de R$ 880, com quatro filhos —, surgem relatos de que a ferramenta modifica traços fisionômicos mesmo com ordens contrárias. Há ainda registros de pessoas que utilizam a IA para apagar marcas d’água de amostras profissionais, conduta que pode configurar infração de direitos autorais.
Os perigos para a segurança de menores de idade O ponto mais crítico da metodologia é o envio de registros de crianças para servidores de inteligência artificial. Ao fazer o upload no ChatGPT, o arquivo é direcionado à OpenAI, podendo ser aproveitado no aperfeiçoamento dos sistemas da companhia, dependendo das preferências de privacidade do perfil.
Como proteger os dados na plataforma A desenvolvedora permite que contas pessoais bloqueiem o uso de conversas no treinamento acessando a área de ajustes, entrando em “Controles de dados” e desligando a chave “Melhorar o modelo para todo mundo”. O recurso de chats temporários também impede o aprendizado contínuo, embora os registros fiquem salvos por um período de até 30 dias por protocolos de segurança.
A questão da exclusão definitiva dos arquivos Especialistas lembram que bloquear o aprendizado do sistema não significa apagar as mídias. De acordo com as diretrizes da companhia, as fotos salvas na Biblioteca da interface precisam ser apagadas individualmente, tornando o processo de exposição da imagem infantil um tema delicado que exige cautela redobrada dos responsáveis.
Fonte: Portal Canal Tech




