A expansão dos serviços financeiros e digitais trouxe facilidades para o cotidiano, mas também abriu espaço para a atuação de criminosos cibernéticos. Se antes os ataques focavam em falhas técnicas de softwares, o cenário atual mostra uma reviravolta em direção à manipulação do comportamento das vítimas.
A evolução das táticas criminosas
Golpes como o phishing, SIM swap, spoofing, deepfakes e fraudes via WhatsApp e QR Code exploram a fragilidade cognitiva e emocional dos usuários. Com o apoio de inteligência artificial generativa e mineração de dados, estelionatários conseguem criar abordagens personalizadas e convincentes.
Embora bancos e instituições tenham investido em biometria e IA, essas ferramentas costumam agir apenas quando a transação suspeita já está em curso. O desafio atual é entender por que o comportamento do usuário mudou, avaliando fatores invisíveis aos sistemas tradicionais, como estresse, cansaço e excesso de confiança.
O modelo Cyber MOHO na segurança
Para mapear essa vulnerabilidade, o Cyber MOHO adapta conceitos do Model of Human Occupation para o ambiente digital. Desenvolvido pelo CISSA, centro do EMBRAPII/CESAR, o modelo analisa quatro pilares essenciais:
- Volição: Fatores internos, motivações e crenças que influenciam as decisões do usuário.
- Habituação: A rotina e os hábitos cotidianos de segurança digital.
- Capacidade de Desempenho: O impacto da fadiga e do estresse nas habilidades cognitivas.
- Ambiente: A influência da pressão organizacional e do contexto social nas ações da pessoa.
Compreender esses elementos permite que a segurança cibernética evolua de uma postura reativa para uma abordagem preditiva, identificando riscos antes que os ataques causem danos financeiros reais.
Fonte: Portal Canal Tech




