Legisladores finlandeses denunciaram que agentes de inteligência da Rússia estariam invadindo suas residências e, em um dos episódios relatados, defecado em um dos banheiros como tática de intimidação em meio a um cenário de guerra híbrida.
Aumento de invasões em residências
De acordo com publicações internacionais, ao menos 20 membros do parlamento finlandês relataram episódios de arrombamentos sem explicação em suas moradias. Diante da repercussão, o presidente do parlamento finlandês, Jussi Halla-aho, declarou que determinaria a abertura de uma apuração formal para examinar a sequência de denúncias consideradas significativas.
O parlamentar Ben Zyskowicz, integrante influente do Partido da Coligação Nacional, legenda de centro-direita que atualmente comanda o governo da Finlândia, comentou sobre o objetivo dessas ações. “É uma forma de o serviço de inteligência russo demonstrar que as pessoas estão sendo monitoradas, uma maneira de criar confusão ou preocupação”, afirma o deputado Ben Zyskowicz.
Histórico de táticas de pressão psicológica
Especialistas apontam que essa metodologia de coerção não representa uma novidade no modus operandi de espionagem. O Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia registrado ocorrências em que operativos secretos invadem propriedades, reviram pertences pessoais e alteram o ambiente, como abrir janelas, com o propósito explícito de amedrontar os alvos monitorados.
Um relato semelhante foi documentado por Sarah Rainsford, ex-correspondente na Rússia, em sua obra autobiográfica intitulada Adeus à Rússia. No livro, a jornalista relata que agentes clandestinos penetraram em sua residência e deixaram um “grande depósito não descartado em cada vaso sanitário”.
A escalada dessas ocorrências reforça as preocupações governamentais com a segurança de figuras públicas e com a integridade das instituições políticas diante de investidas externas no território europeu.
Fonte: Portal Extra




