Homem entra na justiça contra influenciadores pedindo indenização por perda de dinheiro em BETS
O autor afirma que começou a utilizar as plataformas após ser impactado pelas publicações dos influenciadores, o que teria levado ao desenvolvimento de transtorno relacionado ao jogo e a expressivos prejuízos financeiros
Um indivíduo ajuizou ação contra os influenciadores digitais Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, pleiteando indenização por danos materiais e morais em razão de prejuízos superiores a R$ 100 mil, alegadamente sofridos em plataformas de apostas online divulgadas pelos três em suas redes sociais. A matéria original foi publicada pelo portal Itatiaia.
Segundo a publicação, o processo tramita na 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas, em São Paulo. O autor afirma que começou a utilizar as plataformas após ser impactado pelas publicações dos influenciadores, o que teria levado ao desenvolvimento de transtorno relacionado ao jogo e a expressivos prejuízos financeiros.
Até o momento, a ação contém apenas a versão do autor, não havendo pronunciamento judicial sobre o mérito, tampouco citação dos influenciadores para apresentação de defesa.
Na petição inicial, o autor relata que acompanhava os conteúdos publicados pelos três influenciadores e passou a acreditar na possibilidade de obter renda significativa por meio das apostas.
Segundo o documento, as publicações transmitiam a impressão de que seria possível multiplicar rapidamente pequenos valores investidos, induzindo-o a confiar na segurança da atividade. Entre 19 de maio e 12 de junho de 2023, ele realizou depósitos via Pix que somaram R$ 50.915, conforme extratos anexados. Os advogados informam que existem outras movimentações posteriores registradas na plataforma.
Ainda, documentos médicos juntados aos autos indicam que o autor apresenta sintomas compatíveis com transtorno relacionado a jogos de azar, incluindo perda de apetite, impulso persistente para apostar, prejuízos financeiros superiores a R$ 100 mil e menções a pensamentos de “fuga” e de “morte”. Acompanhante informou aos profissionais de saúde que o paciente “não tem controle” sobre o comportamento de jogo. O autor também precisou refinanciar um imóvel familiar para liquidar dívidas decorrentes das apostas.
Os advogados sustentam que houve publicidade enganosa e que os influenciadores fomentaram, em seus seguidores, a expectativa de lucros financeiros com as plataformas de apostas. Invocando o Código de Defesa do Consumidor, defendem que os divulgadores podem ser responsabilizados pelos prejuízos sofridos pelos consumidores.
Além da indenização por danos materiais e morais, o autor requer que a Justiça determine a apresentação de documentos relacionados ao funcionamento da plataforma, como histórico de apostas, informações sobre algoritmos, contratos firmados com influenciadores e critérios de monitoramento da atividade dos usuários.
REPÓRTER NOVA
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