A queda do avião de pequeno porte no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, teve a terceira morte confirmada. A vítima é Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, que havia sido socorrido com vida, mas não resistiu. Em nota, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais confirmou o óbito desse que era um dos pacientes atendidos no Hospital João XXIII. Os outros dois sobreviventes seguem internados em estado estável.
O acidente aconteceu nessa segunda-feira (4) por volta de 12h20. A aeronave, um monomotor fabricado em 1979, perdeu a altitude cerca de 5 minutos após decolar do aeroporto da Pampulha. O comandante chegou a relatar que não conseguia ganhar altura. A torre de controle orientou o retorno ao aeródromo, mas não houve resposta após a última comunicação.
O avião caiu e atingiu um prédio residencial alcançando o terceiro e o quarto andares. Parte da aeronave ficou presa dentro do imóvel, o que dificultou a saída de moradores de três apartamentos. Apesar do impacto, ninguém no prédio ficou ferido. A rua foi isolada para o trabalho das autoridades. Uma moradora do prédio atingido foi retirada pelos bombeiros e contou o que viu.
“Ele tava muito baixo, eu achei que tivesse batido só a asa. Mas aí eu vi um estrondo maior, ele caiu entre o meu prédio e o estacionamento do EPA. Eu achei que ia pegar fogo em tudo, porque o querosene esparramou, né? Mas aí eu tava bem, o Corpo de Bombeiro falou que não tinha perigo de incêndio, que eu ficasse quieta, que ia resgatar os feridos primeiro, eu tava bem”.
As causas do acidente são investigadas. A defesa civil de Belo Horizonte informou que o prédio não apresenta danos estruturais aparentes, mas foi interditado preventivamente por causa do vazamento de combustível e para garantir a segurança durante os trabalhos de resgate e perícia. De Belo Horizonte, da Rádio Inconfidência, Gustavo Abreu para Rádio Nacional.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















