O senador Beto Faro (PT-PA) manifestou total apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a diminuição da carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas, mantendo a remuneração integral dos empregados.
Modernização das relações trabalhistas
Durante pronunciamento realizado no Plenário nesta quarta-feira (14), o parlamentar argumentou que a PEC 221/2019 é uma resposta direta às novas demandas geradas pela inteligência artificial e pelos avanços tecnológicos.
Resistência e dados históricos
O senador rechaçou os argumentos de opositores que apontam riscos de desemprego e avanço da informalidade, traçando um paralelo com antigas resistências a direitos trabalhistas. Ele defendeu que a história tem desmascarado manobras de elites contrárias a conquistas sociais.
Para fundamentar seu ponto de vista, o parlamentar citou o impacto positivo da medida em nações estrangeiras.
“A história cuidou de desmascarar as manobras das nossas elites para sabotar conquistas do povo brasileiro, a exemplo das tentadas para fulminar a PEC do fim da escala 6×1. Ao contrário da pregação feita pela aliança conservadora, segundo estudo citado pela BBC, países como França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia registraram crescimento robusto do PIB entre 1995 e 2007, após reduções de jornada. Até o Chile saiu na nossa frente, ao aprovar, em 2023, a redução da jornada de 45 para 40 horas semanais. Até o momento, não se tem notícias sobre o fim da economia chilena, muito pelo contrário”, declarou.
Riscos e articulações políticas
Por fim, o representante do Pará chamou atenção para possíveis manobras legislativas futuras, alertando que o apoio recente de alguns setores pode ser revertido por meio de articulações nos bastidores após o período eleitoral.
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