O senador Paulo Paim (PT-RS) utilizou o Plenário para defender o fim da jornada de trabalho baseada no modelo 6×1, associando a pauta a princípios religiosos, à dignidade humana e ao direito fundamental ao lazer e à convivência familiar durante discurso realizado nesta terça-feira (13).
Apoio espiritual e pluralidade de crenças De acordo com o parlamentar, a busca por mais tempo livre e qualidade de vida é uma pauta comum que une diferentes doutrinas religiosas e também aqueles que não seguem nenhuma fé.
— Inicio meu pronunciamento no dia seguinte ao feriado que homenageia Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil (…). Vocês sabem qual é o único ponto de concordância absoluta entre católicos, evangélicos, judeus, espíritas, umbandistas, budistas, muçulmanos e até mesmo os ateus? É a necessidade de tempo para viver melhor — afirmou.
Expectativa de votação na Casa Durante sua fala, o representante legislativo destacou a presença do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da PEC 221/2019, e projetou uma votação expressiva do texto na primeira análise do Senado prevista para esta quarta-feira (14).
— Só quero dizer que amanhã é o dia. O Brasil todo está se movimentando. Lá [na Câmara dos Deputados] foram 19 votos contra, em 513; mas eu ficaria cada vez mais apaixonado por esta Casa se a gente amanhã tiver menos que 19 votos contra a PEC, porque ela merece ser votada por unanimidade — concluiu.
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