Os organizadores dos atos estudantis na Índia vinculados ao Cockroach Janta Party (CJP) confirmaram que vão prosseguir com os protestos pela queda do principal dirigente da comissão eleitoral do país. A decisão foi anunciada após a liberação do grupo que cumpria detenção temporária.
Suprema Corte e o direito de manifestação
O tribunal máximo indiano realizou uma sessão de caráter urgente neste domingo para avaliar recursos contra as barreiras de circulação, bloqueios digitais e prisões na capital. Um painel com dois magistrados estabeleceu que indivíduos pacíficos e desarmados não podem ser apreendidos em locais desprovidos de ordens restritivas oficiais. A medida também exigiu a normalização da internet, do tráfego urbano, do metrô e das ferrovias.
Pressão política e o estopim da crise
A revolta começou após uma reportagem veiculada no fim de setembro apontar que o chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, teria ignorado alertas internos sobre uma reestruturação nas listas de votação que retirou mais de 130 milhões de registros. A cúpula eleitoral refutou as acusações, alegando que as deliberações ocorreram por unanimidade. O pedido de afastamento ganha força antes de importantes eleições estaduais.
Esquema de segurança e posicionamento de especialistas
Cerca de 30 mil agentes das forças de segurança e tropas paramilitares ocuparam pontos estratégicos de Nova Déli durante o fim de semana. “O aparato policial é sem precedentes, mas reflete a falta de compreensão sobre como lidar com esta crise”, afirmou Ramu Manivannan, professor e ex-chefe do departamento de política e administração pública da Universidade de Madras.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou as críticas internacionais como uma “interferência indevida nos assuntos internos da Índia”, defendendo a atuação legal das forças de segurança. Enquanto isso, a oposição política articula novas marchas e o governo lida com instabilidades econômicas adicionais envolvendo a desvalorização da rúpia.
“O Estado está em guerra contra seus próprios cidadãos”, disse Das em entrevista coletiva após ser libertado ao lado dos outros líderes do movimento. “Não vamos recuar.”
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Info Money *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




