A tramitação da PEC 221/2019 ganhou destaque nas deliberações do Senado Federal nesta quarta-feira (7). Em meio à segunda sessão de análise da proposta em Plenário, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) exigiu que os opositores ao término da jornada de trabalho 6×1 venham a público explicitar com clareza seus posicionamentos e justificativas.
Transparência e reflexos no cenário político
O parlamentar defendeu que o eleitorado precisa conhecer exatamente as visões defendidas em plenário para conseguir contrastar as visões políticas que disputam o comando do país nas eleições presidenciais. Ele pontuou a relevância de assumir compromissos perante a sociedade antes da deliberação final da matéria.
— É importante que nós exponhamos, é importante que nós digamos à nação brasileira que seremos responsáveis pelo resultado futuro. Porque depois, o leite derramado não é mais ajuntado, como dizemos lá na Paraíba — afirmou.
Reeleição e denúncias sobre a disputa estadual
Além da agenda legislativa sobre a jornada de trabalho, o emedebista usou a tribuna para comemorar a vitória conquistada no último domingo (4), que garantiu sua recondução ao Senado. Ao avaliar a disputa eleitoral na Paraíba, o parlamentar desabafou sobre os bastidores da corrida eleitoral, afirmando que o processo enfrentou “tamanhas pressões” e “traições indizíveis”.
Na sequência do pronunciamento, o congressista subiu o tom e apontou irregularidades no financiamento de oponentes no estado, denunciando que candidaturas rivais contaram com repasses de “fontes ilegítimas, ilícitas, com recursos criminosos”.
Apesar do ambiente hostil durante a campanha, Veneziano ressaltou que preservará sua postura pessoal, mas reforçou que estabelecerá limites rigorosos de convivência política daqui para frente:
— Eu quero e vou continuar sendo o mesmo: atencioso, educado, receptivo. Mas a gente precisa definitivamente fazer as devidas separações para saber com quem nós convivemos, porque não é possível fazer política desta forma — afirmou.
Fonte: Senado Federal




