Durante ato de campanha na região metropolitana de São Paulo, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) garantiu que pretende preservar os repasses do Bolsa Família e a política de valorização do salário mínimo caso vença o pleito. No entanto, o parlamentar evitou esclarecer de que maneira sua equipe econômica pretende viabilizar os cortes orçamentários necessários para o controle da dívida pública.
Garantias sociais e combate aos gastos públicos Em seu discurso aos prefeitos presentes no evento, o candidato reforçou que não há possibilidade de encerramento dos programas de transferência de renda e defendeu a continuidade dos reajustes salariais acima da inflação.
— Não vai ter fim de Bolsa Família, foi o Bolsonaro que triplicou o valor, como alguém acredita que acabaremos com isso? É mentira. “Ah, o Flávio vai acabar com o reajuste do salário mínimo”. Eu não vou acabar, eu vou manter, já cansei de falar trezentas mil vezes. Ninguém vai tocar em programas sociais, eu vou só melhorar os programas sociais — disse o senador.
Sobre o ajuste fiscal, o plano apresentado prevê a eliminação de desperdícios e o combate à corrupção, além de apostar na queda da taxa básica de juros — cuja definição, contudo, é competência do Banco Central e não do Poder Executivo. O reajuste do benefício social para R$ 600 em 2022 segue como ponto de debate político, com o Partido dos Trabalhadores apontando que a medida carecia de previsão orçamentária fixa para o exercício seguinte.
Ataques à estratégia adversária e ao Judiciário O postulante ao Planalto também dedicou parte de sua fala a criticar a campanha do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mencionando a criação do canal digital “Exército de Lula” pelo deputado federal André Janones (Rede). A ferramenta foi alvo de ordem judicial do ministro Kássio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para desativação imediata por disseminação de desinformação.
— É uma coisa que causa uma revolta, a quantidade de mentiras que eles estão inventando. A estratégia de campanha é a mentira. O PT chega ao governo e tenta se sustentar com a mentira. Eu espero de verdade que a justiça eleitoral continue, seja mais ágil, inclusive, porque os caras criaram até um canal de divulgação de mentiras em massa.
Sem apresentar evidências, o candidato do PL associou o adversário político a organizações criminosas e a um suposto plano de instauração de um regime comunista no país, reiterando o compromisso de barrar tal avanço.
— Antes de ele colocar esse último tijolinho nesse projeto dele, a gente vai desmanchar esse projeto e livrar a nossa população de viver num país comunista — afirmou Flávio. — Vamos botar um ponto final nesse projeto nefasto de distribuição de miséria. Eu quero que o pobre fique rico, o Lula quer que o pobre fique miserável dependendo do governo.
Mobilização de prefeitos em solo paulista O encontro, organizado pelo prefeito da capital paulista Ricardo Nunes (MDB) e prestigiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), teve como foco a captação de votos e a fidelização do eleitorado conservador na região metropolitana. No primeiro turno, o candidato petista venceu em 39 dos 645 municípios do estado, sendo 14 na Grande São Paulo, área que concentra mais de 16 milhões de eleitores.
Nunes comprometeu-se a enviar relatórios detalhados sobre o desempenho eleitoral nas cidades, mapeando inclusive os votos obtidos por outros nomes no primeiro turno. Já Tarcísio de Freitas apelou por duas semanas de dedicação máxima da base política para convencer o eleitorado sobre as vantagens de uma gestão alinhada entre os governos estadual e federal.
— Imagina o eleitor do Renan, do Caiado e do Cury votando no Lula, não faz sentido. A gente tem que buscar esses eleitores, sensibilizar, mostrar que tem um projeto diferente desse que está aí, onde o carrinho do supermercado está ficando mais vazio, as empresas estão ficando endividadas e o comerciante está sofrendo.
Para reverter o cenário e evitar a anulação de votos — como os 231 mil eleitores que digitaram o número do Republicanos por engano no primeiro turno —, o governador convocou atos de rua, distribuição de material de campanha e anunciou a realização de um ato público na Avenida Paulista com a presença de Flávio Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Fontes: Portal de Notícias / Agências de Notícias Crédito de imagens e vídeos: Reprodução / Redes sociais oficiais dos candidatos / TSE
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Extra *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




