O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta, proprietária do Instagram e do Facebook, preste esclarecimentos sobre as dificuldades relatadas pela equipe de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no impulsionamento de conteúdos digitais.
Ação judicial e pedidos de urgência A coligação do petista ingressou com uma representação no tribunal apontando “seletividade algorítmica”, restrições de alcance às postagens e “omissão” na exclusão de perfis que utilizam inteligência artificial para realizar ataques. A equipe jurídica também exigiu, em caráter urgente, a normalização na distribuição de materiais e a eliminação de contas automatizadas.
Diante do cenário, o magistrado estipulou um prazo de 48 horas para que a empresa responda a seis questionamentos específicos sobre moderação, métricas, anomalias em visualizações, desabilitação de contas de anúncios e eventuais redes de perfis falsos associadas ao senador Flávio Bolsonaro.
Posicionamento oficial da empresa Em nota, a Meta afirmou que as alegações da campanha petista são “simplesmente falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”.
A assessoria da companhia norte-americana acrescentou: “Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”.
Histórico de conflitos na campanha Na manhã de um sábado, a equipe do atual presidente já havia comunicado que acionaria o tribunal e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Segundo o comunicado oficial, o perfil do candidato foi impedido de impulsionar conteúdos no feed do Instagram entre o dia 9 de outubro e a manhã seguinte.
Conforme a nota divulgada, a empresa justificou a instabilidade como uma falha técnica que não teria atingido exclusivamente o Brasil. No entanto, os aliados do governo argumentam que a falta de transparência e a repetição de episódios semelhantes geram desconfiança sobre a lisura do processo eleitoral.
Contexto das restrições anteriores Essa não foi a primeira vez que o grupo político apontou interferência das plataformas na disputa. Em setembro, a mesma equipe já havia cobrado justificativas oficiais após o bloqueio temporário da conta de anúncios e a desabilitação do perfil oficial na véspera de eventos importantes.
Fontes e Créditos: – Fatos e dados extraídos de processo oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). – Notas oficiais emitidas pela Meta e pela assessoria da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. – Imagens e vídeos ilustrativos: Reprodução / Redes Sociais e Banco de Imagens institucional.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Info Money *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




