Uma moradora de Jerusalém que já havia perdido um filho no atentado terrorista de 7 de outubro de 2023 contra Israel quase enfrentou outra fatalidade quando sua filha embarcou no voo da FlyDubai que fazia o trajeto entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Tel Aviv, em Israel. A aeronave quase foi derrubada após uma agressão na cabine.
“Ainda estou em choque, mas é um milagre ela estar viva”, disse Yasmin Ochayon ao “NY Post”. “É metade choque, metade alegria”, completou.
A viagem de regresso para casa
Miryam Ochayon, de 24 anos e filha de Yasmin, estava em uma longa viagem de volta ao mundo que incluiu passagens por Mongólia, Índia e Filipinas ao longo de quase doze meses. O objetivo do retorno era participar de um memorial em homenagem ao seu falecido irmão, Eviatar.
A passagem foi marcada para o dia 30 de setembro no voo 1073 da FlyDubai. Durante a rota, o copiloto omanense Hamam al-Hammami desferiu golpes com o machado de emergência da cabine contra o comandante Smit Machchhar. De acordo com as investigações, o plano era derrubar o avião, que transportava majoritariamente passageiros israelenses. A aeronave perdeu altitude de maneira drástica, gerando desespero generalizado entre os ocupantes, conforme relatou Miryam.
Momentos de pânico a bordo
Em meio à tensão, Miryam gravou um vídeo com a câmera trêmula, registrando os gritos de pânico e repetindo em tom baixo: “Vai ficar tudo bem, eu não vou morrer. Vou ver minha mãe”.
Sentada na sexta fileira, ela buscou conforto segurando as mãos das filhas pequenas de Tzvika Manes, passageiro condecorado como herói por auxiliar na contenção do suspeito e na preservação das 182 vidas presentes no voo.
“Estávamos a 30 segundos de cair, e eu sabia que precisava continuar viva pela minha mãe”, relatou a israelense, que afirmou “ter sentido a morte no ar” enquanto rezava para seu irmão.
“Eu disse a Eviatar: ‘Não vou te encontrar lá em cima. Vou para casa ver minha mãe’. Se ela me perdesse, não conseguiria seguir em frente”, recordou ela.
O socorro e a apreensão no solo
Enquanto o terror ocorria no espaço aéreo, Yasmin aguardava a chegada da filha no Aeroporto Ben Gurion, sem qualquer conhecimento da crise em curso. Contudo, a aeronave precisou desviar a rota para um pouso de emergência em território saudita.
A comunicação aconteceu logo após a aterrissagem forçada em Tabuk, na Arábia Saudita.
“Ela me disse que o avião estava prestes a cair, que eles estavam prestes a morrer”, relembrou Yasmin. “Perder um filho é algo inimaginável, mas acontecer com ela também… Eu nem conseguia imaginar isso”, completou a israelense, visivelmente abalada, acrescentando que levou dias para assimilar aquela experiência terrível.
“Eviatar cuidou de nós”, finalizou ela.
Crédito da imagem: Reprodução/X
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Extra *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




