O governo federal arrecadou r$ 530 milhões em bônus de assinatura durante o leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás do polígono do pré-sal. A disputa referente ao 4º ciclo da oferta permanente de partilha de produção ocorreu na sede da agência nacional do petróleo, gás natural e biocombustíveis (anp), localizada no centro do rio de janeiro.
Entendendo o modelo de partilha No sistema de partilha de produção, a vencedora é a companhia que oferece à união a maior parcela de óleo excedente, ou seja, a produção que sobra após o pagamento dos custos. As ofertas ocorreram de forma sigilosa e, embora não tenha havido concorrência direta nos lotes, todas as áreas foram arrematadas com ágio variando de 8% a quase 495%, com média de 108,38%.
Desempenho das petroleiras e áreas negociadas Das 19 companhias habilitadas, apenas seis apresentaram propostas, sendo quatro estrangeiras. As maiores vencedoras foram a petrobras e a prio, que conquistaram dois blocos cada. A norueguesa equinor também levou duas áreas, sendo uma delas em consórcio com a portuguesa galp, enquanto o consórcio chinês formado por cnooc e sinopec arrematou o lote de jade.
Para operar as regiões nas bacias de santos e campos, as petroleiras assumiram compromissos de investimentos mínimos de r$ 778,4 milhões. Se todas as 13 áreas ofertadas tivessem sido negociadas, o valor total arrecadado em bônus alcançaria r$ 1,24 bilhão. Com o resultado, a área exploratória sob regime de partilha cresceu 58%, atingindo 39,2 mil km².
Repercussão e posicionamento oficial O diretor-geral da anp, artur watt neto, ressaltou a importância estratégica da região antes do início da sessão.
“temos que continuar trabalhando para ofertar blocos vizinhos às oportunidades identificadas”, disse ele, que se refere ao pré-sal como “grande riqueza que o país tem”.
O secretário nacional de petróleo, gás natural e biocombustíveis do mme, renato dutra, também destacou o potencial energético brasileiro durante o evento.
“É um próximo passo”, antecipou.
Contrapontos ambientais Enquanto institutos do setor veem os leilões como impulsionadores da economia e da segurança energética, entidades socioambientais como o instituto arayara manifestaram forte oposição. A organização acionou a justiça federal alegando sobreposição de áreas com territórios indígenas, quilombolas e de conservação, gerando protestos na frente da sede da autarquia durante o certame.
Fonte: Agência Brasil




