O encerramento da trajetória de Lionel Messi pela seleção da Argentina, celebrado na última terça-feira com uma grande festa no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, abriu espaço para questionamentos fundamentais sobre os próximos passos da equipe bicampeã mundial, incluindo o desafio de definir quem assumirá o comando técnico em campo e o icônico número 10.
Hereditariedade do número sagrado As alternativas para o comando da armação do time nacional não são poucas, somando ao menos quatro nomes cotados entre jovens talentos e atletas de maior bagagem que podem não sentir o peso da responsabilidade.
Nico Paz desponta como principal aposta Entre as apostas da comissão técnica, Nico Paz surge com grande destaque. A joia de 22 anos, atualmente no Como 1907, gera enorme expectativa na torcida e na imprensa local não apenas pelo reconhecimento de ter sido eleito o melhor jogador jovem do Campeonato Italiano na temporada passada, mas também por ser o atleta do grupo que mais se assemelha às características clássicas de um 10.
Franco Mastantuono e Thiago Almada na disputa Outro atleta lembrado é Franco Mastantuono, meia-atacante do Real Madrid, embora a juventude e a necessidade de consolidação no futebol europeu — com um empréstimo recente à Fiorentina para ganhar minutagem — façam com que alguns analistas considerem a escolha precipitada.
Por sua vez, Thiago Almada aparece com forte prestígio junto ao grupo de trabalho liderado por Lionel Scaloni. Após uma passagem sem grande afirmação na Europa e seu retorno ao River Plate, o ex-jogador do Botafogo carrega no currículo os títulos de campeão do mundo em 2022 e vice em 2026, sendo amplamente reconhecido como um dos principais meias do país.
A opção pela experiência de Enzo Fernández e Mac Allister Como alternativa, existe a possibilidade de a numeração ser entregue a um atleta mais maduro que atualmente veste outros números, priorizando a liderança e a rodagem internacional. Nesse cenário, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández despontam como favoritos, acumulando mais de 50 partidas pela equipe nacional, status de pilares na base vitoriosa de 2022 e vice em 2026, além de forte respeito do grupo e dos torcedores.
Precedentes sem o craque Nos momentos em que o camisa 10 esteve ausente, como nos amistosos contra Bolívia e Burkina Faso — já que Messi só se apresentou para o compromisso diante de Benin —, o comando técnico precisou testar outras opções no plantel atual.
Há cerca de um ano, Thiago Almada vestiria o número contra o Equador pelas Eliminatórias e já havia utilizado a vestimenta nos Jogos de Paris, mas uma contusão o afastou e abriu espaço para Franco Mastantuono herdar a honraria. Embora Angel Correa também tenha vestido a 10 em ausências anteriores do astro, sua ausência na convocação para a Copa de 2026 o tira da lista de atuais concorrentes à vaga definitiva.
Fonte: Portal Extra




