A segunda-feira (5) foi marcada por um otimismo histórico no mercado financeiro nacional, impulsionado diretamente pelo desfecho do primeiro turno das eleições presidenciais. Os investidores reagiram com forte euforia, derrubando a cotação da moeda norte-americana para a faixa de R$ 5 e levando o principal índice acionário do país a patamares inéditos.
Desempenho histórico do Ibovespa
O principal indicador da bolsa brasileira registrou um salto expressivo de 7,85%, encerrando o pregão em 207.190,44 pontos e renovando máximas históricas. Ao longo da sessão, o índice atingiu o maior nível intradiário já registrado ao alcançar 209.605,70 pontos, tendo a mínima registrada em 192.137,63 pontos. O volume financeiro somou impressionantes R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais.
Esse avanço deu continuidade ao movimento positivo verificado na sexta-feira (2), quando o mercado já havia avançado 2,63% na expectativa do pleito. No exterior, a demanda por ativos nacionais também se destacou, com o principal fundo de ações do Brasil negociado em Nova York, o ETF EWZ, subindo 12,57% no fim da tarde.
Cotação do dólar e cenário político
No câmbio, o dólar à vista fechou em baixa de 4,12%, cotado a R$ 5,0022 na venda, atingindo o menor patamar de encerramento desde 21 de maio, quando terminou cotado a R$ 5,0004. Durante o dia, a divisa chegou à mínima de R$ 4,95 por volta das 10h30, acumulando agora uma retração de 8,87% no acumulado do ano. Na véspera, a moeda havia subido quase 1% devido à cautela pré-eleitoral.
A guinada econômica ocorreu após a apuração mostrar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou a disputa do primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da sulfite (PT), com ambos avançando para o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro. A leitura imediata dos agentes econômicos apontou para uma diminuição do prêmio de risco do país, o que fortaleceu a moeda nacional e pressionou as taxas futuras de juros para baixo.
Mercado internacional de petróleo
Enquanto os ativos brasileiros disparavam, o mercado global de commodities energéticas caminhou na contramão e registrou perdas. O petróleo tipo Brent para dezembro caiu 1,89%, cotado a US$ 100,32 o barril, enquanto o WTI para novembro recuou 1,84%, fechando a US$ 89,43.
No cenário externo, as bolsas da Ásia iniciaram a semana operando no azul, impulsionadas por apostas em um ritmo mais brando de alta de juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos. Já em Nova York os índices operavam em baixa na pré-abertura, ao passo que as praças europeias exibiram desempenho misto.
Fonte: Agência Brasil






