O primeiro turno das eleições de 2026 registrou o maior patamar de abstenção já documentado em uma disputa presidencial no país. Com base em informações divulgadas pela Justiça Eleitoral após a apuração de 99,3% das urnas, um total de 33,1 milhões de cidadãos aptos a votar optaram por não comparecer aos locais de votação.
Crescimento em relação a 2022
A taxa de ausência chegou a 21,07% do eleitorado brasileiro. Esse índice ultrapassa o recorde anterior, estabelecido no pleito de 2022, quando 20,79% dos eleitores deixaram de exercer o sufrágio no primeiro turno, somando 32,7 milhões de pessoas que ficaram longe das urnas.
Votos inválidos e variação regional
Além do crescimento no número de faltosos, a eleição presidencial contabilizou uma alta nos votos inválidos, englobando tanto os brancos quanto os nulos. O grupo representou 4,77% do escrutínio geral, superando os 4,25% observados quatro anos antes.
Estados com maior e menor presença
O levantamento aponta que as taxas mais expressivas de ausência foram contabilizadas em Mato Grosso do Sul, com 23,87%, seguido pelo Rio de Janeiro, que registrou 23,32%. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 22,79%, e São Paulo, marcando 22,54%.
Em contrapartida, os menores percentuais de eleitores ausentes concentraram-se na região Nordeste e no Norte. O Ceará obteve a menor taxa do país, com 15,52%, seguido por Roraima, que registrou 17,12%, Piauí, com 17,16%, e Sergipe, que alcançou 17,30% de abstenção.
Fonte: Portal Info Money






