A escalada de tensões no Estreito de Ormuz reacende preocupações sobre a dependência brasileira de fertilizantes importados, já que a região concentra parte relevante do fluxo global de insumos energéticos essenciais à produção agrícola. O Brasil, que importa mais de 80% dos fertilizantes que consome, segue vulnerável a crises externas, refletidas em aumento de custos e instabilidade no campo. Apesar de diretrizes existentes, como o Plano Nacional de Fertilizantes, a execução ainda é lenta diante da urgência do cenário internacional. Especialistas apontam que diversificar fornecedores e ampliar a produção interna, especialmente de nitrogenados, são medidas essenciais para reduzir riscos.
Ao mesmo tempo, tecnologias como agricultura de precisão e bioinsumos ganham espaço ao permitir redução de até 20% no uso de fertilizantes sem perda de produtividade. Gargalos logísticos também elevam custos e comprometem a competitividade do setor. Diante disso, o desafio é transformar a vulnerabilidade em estratégia, fortalecendo a resiliência de um setor fundamental para a economia nacional.
MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)
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