Uma tradição secular, o ofício das quebradeiras de coco babaçu nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará foi reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional.
Esse reconhecimento garante políticas públicas para manutenção da preservação dos saberes, das práticas e das formas de organização social dessas profissionais que, segundo o Movimento Interestadual de Quebradeiras do Coco Babaçu, passam de 400 mil.
A titulação também fortalece iniciativas para proteger os babaçuais, principalmente em relação ao manejo sustentável e às comunidades e povos tradicionais, das quais as quebradeiras fazem parte.
O trabalho das quebradeiras envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu. A atividade também inclui o aproveitamento de subprodutos usados na alimentação, no artesanato e na produção de óleo, sabão, carvão, farinha e outros bens de uso cotidiano.
A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, fala do simbolismo do reconhecimento acontecer no mesmo dia do lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.
“Um dia histórico para povos e comunidades tradicionais. Pelo reconhecimento do dia das Quebradeiras de Coco Babaçu. Mulheres da luta em defesa do território vivo, das palmeiras vivas, dos territórios vivos e a luta que começa, com as quebradeiras de coco, que vai para além das quebradeiras de coco. É a luta pela diversidade dos povos e comunidades tradicionais do Brasil”.
Além das quebradeiras, o Plano Nacional reconhece outras 27 identidades étnicas brasileiras, como quilombolas, pescadores, geraizeiros, extrativistas, caiçaras e pantaneiros.
A nova lei destaca, ainda, a necessária atenção ao bioma onde estão as palmeiras do babaçu e, por consequência, às comunidades das quebradeiras, frente à pressão fundiária e a expansão de usos econômicos que ameaçam a continuidade desse modo de vida.
*Com produção de Luciene Cruz
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil




















