Operação Nêmesis chega ao 3º dia e faz devassa na presídio "Supermáxima" em Campo Grande (MS)


03 Set 2026 - 11:23
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Operação Nêmesis chega ao 3º dia e faz devassa na presídio "Supermáxima" em Campo Grande (MS) ©Agepen
Operação Nêmesis chega ao 3º dia e faz devassa na presídio "Supermáxima" em Campo Grande (MS)

CAMPO GRANDE (MS) — A Operação Nêmesis entrou no seu terceiro dia consecutivo de ações nesta quinta-feira (3), com foco de fiscalização e revistas gerais na Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira 1, conhecida como "Supermáxima". A unidade abriga detentos de alta periculosidade e lideranças de organizações criminosas.

Resposta a atos indisciplinares e transferências

A intervenção massiva no sistema prisional teve início na terça-feira (1º), no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), motivada pela identificação de uma manifestação coletiva de apoio a uma facção criminosa por parte dos internos. A conduta configura falta disciplinar grave sob a Lei de Execução Penal.

Como resposta, os envolvidos foram submetidos ao Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (PADIC). Além disso, a Polícia Penal determinou a transferência imediata dos custodiados identificados para unidades de maior segurança. Os nomes, quantidade de presos e destinos não foram divulgados por razões operacionais.

Ação conjunta e combate ao uso de drones

A ofensiva mobiliza a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, o Comando de Operações Penitenciárias (COPE), a Gerência de Inteligência (GISP) e a Força Penal Nacional (FPN), sob coordenação da Polícia Penal Federal.

As forças de segurança também têm intensificado o combate ao arremesso de ilícitos por drones nas penitenciárias de Campo Grande e Dourados. Desde o fim de agosto, a atuação conjunta já interceptou:

2 drones e 1 rolo de linha reforçada para acoplamento de cargas

14 aparelhos celulares e 5 carregadores

1,7 kg de substância análoga à maconha

250 g de substância análoga à cocaína

"A Operação Nêmesis faz parte do trabalho permanente da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado. É uma atuação contínua para garantir a ordem e a segurança no sistema prisional e na sociedade", afirmou o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini.

Segundo dados da Agepen, apenas nos primeiros seis meses deste ano, já foram executadas 56 revistas gerais em presídios de Mato Grosso do Sul. O nome da operação faz alusão à deusa grega da justiça e do combate às transgressões da ordem

 


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