Dois cientistas de um laboratório do governo americano enfrentam acusações federais por retornarem de uma viagem à África com frascos do vírus mpox sem a devida permissão das autoridades.
O caso, ocorrido em janeiro, foi tornado público pelo tribunal federal em Detroit nesta semana. Os investigados são Vincent Munster, chefe da seção de ecologia viral do Rocky Mountain Laboratories em Hamilton, Montana, e Claude Kwe, que trabalha com ele.
Eles foram detidos no Aeroporto Metropolitano de Detroit ao retornarem ao país em um voo de Paris e após passarem nove dias na República do Congo, onde ocorreu um surto de mpox que foi associado a mais de 2.000 mortes no país africano.
De acordo com documentos do FBI, um dos cientistas teria mentido às autoridades sobre a entrada de materiais ou amostras biológicas do vírus nos EUA. No entanto, testes feitos posteriormente revelaram que Munster e Kwe estavam viajando com frascos de mpox desativado.
“Qualquer tentativa deliberada de ocultar e contrabandear materiais biológicos para os Estados Unidos sem a devida autorização constitui uma quebra da confiança pública e poderia ter colocado a população em risco”, declarou Marcus Sykes, do gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Saúde e Serviços Humanos.
Até o momento, não há informações sobre o motivo dos cientistas contrabandearem o vírus para dentro dos EUA. O FBI informou que os virologistas trabalham extensivamente em pesquisas sobre o mpox.
O vírus é responsável por provocar uma doença infecciosa que pode causar erupções cutâneas dolorosas, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas e falta de energia.
Até alguns anos atrás, a maioria dos casos relatados em humanos era observada em pessoas da África Central e Ocidental que tiveram contato próximo com animais infectados. No entanto, em 2022 foi descoberto que o vírus se espalhava por via sexual.
Créditos Gazeta do Povo
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