A Embrapa tem avançado no desenvolvimento de carne cultivada em laboratório como alternativa à produção animal convencional e aos impactos ambientais da pecuária. A iniciativa é conduzida por unidades de pesquisa em Santa Catarina e no Distrito Federal, envolvendo engenharia de tecidos e biotecnologia celular aplicada a alimentos. O processo não exige o abate de animais, pois utiliza células retiradas por biópsia e cultivadas em ambiente controlado com nutrientes específicos. Essas células são multiplicadas em laboratório até formar tecidos musculares semelhantes aos encontrados na carne tradicional.
Paralelamente, pesquisadores utilizam estruturas biomiméticas que servem de suporte para o crescimento celular e organização do tecido. A tecnologia também incorpora proteínas vegetais como base para esses suportes, reduzindo a dependência de origem animal. Entre os protótipos já desenvolvidos estão filés de frango, salmão, caviar e anéis de lula produzidos por impressão 3D. Segundo os pesquisadores, o objetivo é aprimorar textura, firmeza e características sensoriais dos alimentos cultivados.
A Embrapa também desenvolve películas comestíveis que podem substituir invólucros de embutidos na indústria alimentícia. A pesquisa segue em fase experimental, mas já integra discussões sobre regulamentação e futuras aplicações comerciais no Brasil.



















