Um estudo conduzido por epidemiologistas e estatísticos da Fundação do Câncer acendeu um importante alerta. Ao analisar dados de câncer de pele (melanoma e não melanoma) em registros hospitalares e no Sistema de Informação sobre Mortalidade, os pesquisadores identificaram lacunas que comprometem a elaboração de políticas públicas de prevenção. O principal entrave é a falta de informações básicas: a ausência de dados sobre raça ou cor da pele ultrapassa 36%, enquanto a omissão sobre a escolaridade dos pacientes chega a 26% em nível nacional.
A região Sudeste, considerada o motor econômico do país e a mais populosa, lidera o ranking de falta de informações sobre raça ou cor da pele. Os percentuais chegam a mais de 66% para câncer de pele não melanoma e quase 69% para o melanoma, o tipo mais grave. O Centro-Oeste também apresenta índices relevantes, embora ainda abaixo da média nacional.
Em termos globais, são cerca de 1,6 milhão novos casos de câncer de pele por ano. No Brasil, a estimativa para 2026 é de mais de 263 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e mais de 9 mil casos de melanoma.
A doença é mais comum em homens, pessoas de pele, olhos e cabelos claros, e maiores de 50 anos, principalmente por conta do acúmulo de exposição solar. A mortalidade por melanoma entre os homens é o dobro da observada entre as mulheres, o que pode estar relacionado à maior exposição ao sol no trabalho e ao menor cuidado com a própria saúde.
Profissionais que trabalham ao ar livre são mais vulneráveis. Para eles, a recomendação inclui o uso de roupas adequadas, chapéus e até óculos com proteção contra os raios ultravioleta.
Créditos Rádio Nacional/ Agência Brasil



















