Bancários da Caixa anunciam greve por tempo indeterminado em Campo Grande e região
Segundo o sindicato, o impasse se concentra em questões econômicas e trabalhistas. A categoria reivindica reposição da inflação com 5% de ganho real
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O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande-MS e Região confirmou a deflagração de uma greve por tempo indeterminado dos funcionários da Caixa Econômica Federal, a partir desta quinta-feira (10). A decisão foi tomada após assembleia geral extraordinária realizada nos dias 3 e 4 de setembro, quando 87,59% dos empregados rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela instituição financeira.
Segundo o sindicato, o impasse se concentra em questões econômicas e trabalhistas. A categoria reivindica reposição da inflação com 5% de ganho real, enquanto a proposta da Caixa oferecia apenas 0,60%, apesar do lucro de R$ 171 bilhões em 2025. Também há insatisfação com mudanças no Saúde Caixa, que aumentariam os custos de coparticipação para empregados e aposentados.
A presidenta do sindicato, Neide Maria Rodrigues, afirmou que o resultado “reflete diretamente a manifestação de cada bancário que participou de forma intensa” e convocou os empregados para uma reunião de organização do movimento na sede da entidade, marcada para esta quarta-feira (9), às 18h.
O comunicado oficial de greve foi emitido em 4 de setembro, cumprindo as exigências da Lei Federal nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve. A paralisação poderá afetar o atendimento nas agências da Caixa em Campo Grande e municípios da região, com impacto direto sobre serviços presenciais e administrativos.
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do ACT e da Convenção Coletiva de Trabalho, “pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade”.
A mobilização dos bancários marca um novo capítulo nas negociações trabalhistas do setor financeiro em Mato Grosso do Sul e deve repercutir em todo o país, caso o impasse não seja resolvido nos próximos dias.
por Aldemir Oliveira Aldeia