MPF aponta falhas e cobra segurança em Mina de Viga
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O Ministério Público Federal (MPF) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) vistoriaram a Mina de Viga, em Congonhas (MG). A fiscalização ocorreu em 11 de setembro e avaliou as condições de segurança e o sistema de drenagem da unidade. Técnicos da Vale apresentaram as medidas adotadas após o extravasamento registrado em janeiro. As equipes também percorreram áreas afetadas e locais onde estão sendo realizadas novas obras.
O Plano Diretor de Drenagem da mina foi reorganizado para suportar chuvas mais intensas. A capacidade das bacias de retenção aumentou 64%, passando de 153,1 mil para 250,8 mil metros cúbicos. O reforço inclui a ampliação das estruturas existentes e a construção de três novas bacias de segurança. Segundo o MPF, as medidas buscam aumentar a segurança hídrica do empreendimento.
O problema ocorreu em 25 de janeiro, após fortes chuvas atingirem a região de Congonhas. O extravasamento danificou ao menos 40 estruturas de contenção e provocou erosões e alagamentos. Também houve lançamento não controlado de efluentes no Córrego Maria José, ligado à bacia do Rio Paraopeba. Após o episódio, a ANM determinou a interdição total das operações da mina. O MPF obteve o bloqueio de R$ 200 milhões da Vale como medida cautelar para reparação ambiental. Em 9 de setembro, o órgão ajuizou ação civil pública contra a Vale, a ANM e o Estado de Minas Gerais.
A ação cobra reparação integral dos danos e medidas para garantir a segurança operacional e ambiental. O MPF também pede auditoria técnica independente para acompanhar a estabilidade e a segurança da mina.
MILTON DE SÁ, de CAMPO GRANDE(MS)

