A equipe que coordena a tentativa de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o candidato do PT aceitou todas as exigências impostas por seu oponente, Flávio Bolsonaro (PL), referentes à abertura de sigilos bancários e telefônicos do petista e de seus familiares.
Trâmites no Tribunal Superior Eleitoral
O anúncio da aceitação das condicionantes foi feito por Camilo Santana, coordenador da campanha do atual presidente. O representante informou que compareceria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para protocolar formalmente a resposta do candidato petista e estabelecer o prazo limite para que o adversário tome a mesma medida.
“É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, declarou Camilo Santana, mencionando que a data limite estipulada coincidia com a quinta-feira anterior ao pleito do segundo turno.
Origem do confronto político
O impasse teve início durante o debate televisivo realizado pela TV Band, quando Lula desafiou o oponente a abrirem conjuntamente seus dados financeiros e telefônicos, além dos registros de parentes próximos, com o intuito de esclarecer a idoneidade dos envolvidos.
Após o petista protocolar um requerimento no TSE autorizando a divulgação de suas informações, o candidato do PL condicionou sua adesão à ampliação do escopo, exigindo a inclusão de dados do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, registros de visitas da empresária Roberta Luchsinger e os sigilos de Frei Chico, irmão de Lula.
Posição oficial da campanha
Questionado sobre as exigências adicionais impostas pelo candidato adversário, o coordenador da campanha garantiu que não houve recusa a nenhum dos pontos solicitados pelo postulante do partido liberal.
“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, afirmou o representante petista, reforçando a cobrança por transparência antes da votação de domingo.
Agência Brasil




