A disputa eleitoral para o governo do Rio de Janeiro sofreu uma reviravolta após a decisão de Anthony Garotinho (Republicanos) de desistir do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral. O ex-governador concorreu ao primeiro turno com a candidatura ameaçada e obteve 274.411 votos, o que representava 3,17% da preferência do eleitorado no último domingo (4).
Impacto na apuração dos votos Com a desistência, os votos recebidos pelo político permanecem anulados e serão descontados do total de votos válidos. Essa alteração matemática modifica diretamente o percentual de cada concorrente e pode resultar na vitória de Douglas Ruas (PL) logo na primeira etapa do pleito fluminense.
Na noite de domingo (4), Douglas Ruas (PL) conquistou 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) registrou 42,76%. O cenário inicial apontava para a realização de um segundo turno, panorama que agora depende diretamente da contabilização final e da exclusão definitiva do percentual obtido por Garotinho.
Movimentação jurídica e defesa A defesa do ex-governador havia cobrado na manhã de segunda-feira (5) que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro remetesse o processo à instância superior, trâmite que ocorreu poucas horas depois antes da reviravolta e da desistência formal da ação.
Contexto da inelegibilidade Anthony Garotinho foi considerado inelegível em 11 de setembro, concorrendo na condição sub judice. O ex-chefe do Executivo estadual havia sido intimado em 10 de agosto para cumprir de forma definitiva uma condenação por improbidade administrativa, o que resultou na suspensão de seus direitos políticos por um período de oito anos.
Os advogados do político tentavam reverter a decisão ao argumentar que o trânsito em julgado da condenação deveria valer a partir de 1º de agosto de 2018, data do encerramento do julgamento. Pela tese da defesa, o prazo de inelegibilidade teria se encerrado em 31 de julho deste ano, argumento rejeitado pelo TRE-RJ antes do envio do caso ao TSE.
Fonte: Portal Info Money






