A equipe brasileira de futebol feminino encerrou mais uma agenda de amistosos internacional na noite desta terça-feira (13). Desta vez, o compromisso foi contra a Argentina na Arena de Pernambuco, situada em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife, resultando em um empate por 2 a 2 após a vitória por 3 a 1 conquistada dias antes no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
Mudanças na escalação e domínio inicial
Para este segundo confronto, o treinador Arthur Elias promoveu nove alterações na equipe titular, preservando apenas as laterais Isabela e Raíssa Bahia. A goleira Thaís Lima assumiu a vaga de Lorena, enquanto a defesa foi formada por Tayla e Tarciane. Do meio para frente, as escolhidas foram Kaylane, Kerolin, Bia Zaneratto, Gio Garbelini, Priscila e Jhonson.
Assim como no triunfo em território gaúcho, as brasileiras tomaram a iniciativa e abriram o placar logo aos 12 minutos, com Bia Zaneratto, de cabeça, após cruzamento de Raíssa Bahia pela esquerda. Aos 27, em contra-ataque, Gio Garbelini aproveitou a sobra para balançar as redes e aumentar a vantagem.
Reação argentina e expulsão em campo
A reação argentina começou aos 34 minutos, com a meia Daiana Falfán. Na etapa final, aos sete, Agostina Holzheier foi derrubada na área por Isabela. A também atacante Florencia Bonsegundo, de pênalti, deixou tudo igual.
A seleção verde e amarela ficou com uma jogadora a mais a partir dos 11 minutos, quando a meia Sofía Dominguez puxou o cabelo de Kerolin, sendo expulsa. Apesar da vantagem numérica, que perdurou por mais de meia hora, o Brasil não criou chances de grande perigo, frustrando os cerca de 30 mil torcedores que marcaram presença na Arena de Pernambuco (Foto: Luciana Vermell/CBF).
“Tivemos dificuldade de jogar com uma mais. Tem coisas que não foram boas e viram alertas e tem coisas positivas que nos aproximam de uma convocação em maio do ano que vem”, disse Arthur, em entrevista coletiva após a partida.
Avaliação e próximos passos da equipe
Ao todo, 27 das 28 atletas chamadas receberam oportunidades em campo. Ao longo da partida de terça, foram dez substituições, com a estreia da zagueira Carol Gil, do São Paulo, com a Amarelinha. No sábado, o auxiliar Rodrigo Iglesias mexeu outras dez vezes no time, promovendo a primeira vez de Carlinha, mais uma campeã brasileira pelo Tricolor paulista. A também goleira Yanne, do Bahia, foi a única a não participar das partidas.
“Existem jogos em que a prioridade máxima é vencer, como foi com os Estados Unidos [na data Fifa anterior, em junho]. E temos confrontos que são estratégicos, em que tomamos decisões difíceis, mas importantes”, justificou o técnico.
No restante do ano, a equipe nacional tem compromissos agendados contra o Japão em solo asiático, com partidas marcadas para 29 de novembro em Hiroshima e 5 de dezembro em Okayama. O planejamento para os próximos anos inclui novos testes até a chegada da Copa do Mundo, que será sediada no Brasil.
Agência Brasil




