O Fundo Monetário Internacional reduziu as estimativas de expansão econômica para a América Latina e o Caribe. A atualização foi divulgada no relatório Perspectiva Econômica Global, apresentado em Bangcoc, apontando que o território latino-americano absorve de forma tímida o avanço tecnológico global que amortece crises em outras nações.
Impacto do choque energético global
A alta nos preços globais da energia, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, gerou forte pressão inflacionária. Com o petróleo Brent operando cerca de 45% acima do patamar anterior aos conflitos, famílias e empresas enfrentam custos elevados de combustível, enquanto juros globais alcançam patamares elevados.
O reflexo econômico na região varia conforme a balança comercial de cada país entre exportadores e importadores de energia, além da eficácia das políticas monetárias locais.
Projeções para as principais economias
A Argentina registrou a revisão mais drástica, com expectativa de desaceleração para 2,1% no índice atual e 3,5% em 2027, acompanhada por uma inflação estimada em 32,5%. No caso brasileiro, o índice caiu para 2,2% na projeção vigente e 1,9% para o período seguinte, refletindo juros restritivos e redução de estímulos fiscais.
Contrariando a tendência regional, o México viu sua perspectiva para o período atual subir para 1,5%, impulsionado por exportações ligadas à cadeia tecnológica e investimentos estabilizados. Outros países como Chile e Bolívia também enfrentam desaceleração ou retração econômica acentuada.
O cenário internacional permanece vulnerável a turbulências financeiras que podem encarecer o crédito e pressionar as moedas locais das economias emergentes.
Agência Brasil




