Parlamentares eleitos sob a bandeira do conservadorismo e apoiados por Jair Bolsonaro têm abandonado pautas da direita ao longo de seus mandatos. Esse cenário de mudanças de lado acende um alerta para as eleições de 2026, com foco na renovação de cadeiras estratégicas no Senado Federal.
Quais são os exemplos mais recentes de mudança de posicionamento no Senado?
A senadora Soraya Thronicke é um dos casos centrais. Eleita pelo antigo partido de Bolsonaro e tendo sido vice-líder do governo, ela migrou para o PSB, um partido de esquerda. Recentemente, votou contra o indiciamento de ministros do STF em uma CPI, contrariando interesses do eleitorado que a elegeu originalmente em 2018.
Como figuras que eram aliadas de Bolsonaro passaram a atuar contra ele?
Vários deputados famosos em 2018 romperam com o ex-presidente. Joice Hasselmann e Alexandre Frota, por exemplo, passaram de aliados próximos a críticos ferozes, denunciando o chamado ‘gabinete do ódio’. Frota chegou a declarar apoio ao presidente Lula e filiou-se ao PDT, enquanto Joice perdeu força eleitoral após as brigas internas no antigo partido.
Existem casos de parlamentares da direita que assumiram cargos no governo Lula?
Sim. Heitor Freire, que se apresentava como um cristão armamentista e chegou a pedir a extinção do PT na Justiça em 2019, mudou sua trajetória após desavenças com Bolsonaro. Em 2023, ele foi nomeado para uma diretoria na Sudene, um órgão federal, como parte de acordos políticos do governo Lula com o partido União Brasil.
Por que o comando do Senado é visto como um ponto de traição por conservadores?
Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre chegaram à presidência do Senado com apoio da base bolsonarista. No entanto, para os eleitores direitistas, eles traíram a confiança ao arquivar pedidos de impeachment contra ministros do STF e barrar pautas de interesse conservador, como a anistia para os presos dos atos de 8 de janeiro.
Qual é o impacto desses casos para as eleições de 2026?
Esses episódios criam insegurança no eleitor de direita, que vê muitos de seus representantes mudarem de lado após ganharem poder. O alerta serve para que a escolha de candidatos ao Senado em 2026 seja mais criteriosa, já que o controle da Casa é fundamental para fiscalizar o Poder Judiciário e aprovar leis que refletem valores conservadores.
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