O governo brasileiro demonstra otimismo na resolução do conflito diplomático e comercial com a União Europeia que resultou na interrupção das certificações para a venda de carnes ao mercado europeu, conforme declarou nesta quinta-feira (8) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa.
Contexto das barreiras comerciais As restrições alfandegárias estão vigentes desde o dia 3 de setembro, quando o bloco europeu paralisou a emissão de documentos necessários para o embarque de proteína animal nacional devido a normativas rigorosas referentes ao uso de antimicrobianos.
Diálogo entre os governos Durante evento na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o titular da pasta econômica comentou sobre o andamento das conversas diplomáticas com as autoridades europeias. “A questão das proteínas precedia a entrada em vigor do acordo Mercosul-UE e valia para todos os exportadores. O Ministério da Agricultura vem dialogando e o governo brasileiro vem conseguindo avançar. Acho que isso vai ser superado”, disse Rosa a jornalistas.
Impacto econômico limitado Apesar do bloqueio temporário nas transações comerciais internacionais, a administração federal projeta que os prejuízos financeiros serão limitados e não afetarão a balança comercial a longo prazo. Na avaliação do ministro, contudo, “a retração nas exportações nesse momento é temporária, passageira, e não vai se perpetuar”.
Próximos passos e expectativas Apesar de sinalizar um cenário positivo para o agronegócio nacional e para a retomada plena das vendas externas, o representante do poder executivo optou por não abrir ao público os detalhes técnicos sobre os progressos obtidos nas mesas de negociação com os comissários europeus.
Fonte: Portal Info Money




