Coordenadora da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tocantins, a ex-senadora Kátia Abreu (PT) defendeu a escolha do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para comandar o Ministério da Fazenda em um hipotético novo governo. Em entrevista recente, a política avaliou positivamente a possibilidade de Alckmin assumir a pasta econômica.
Perfil para a economia
Para a ex-parlamentar, o titular da pasta não precisa obrigatoriamente ter formação acadêmica na área econômica, desde que apresente diretrizes claras e conte com assessoria qualificada. Segundo Kátia Abreu, o dirigente “não precisa ser economista”, mas “ter projeto, ter plano e equipe de economistas maravilhosos”. Ela também ponderou que “o ajuste fiscal é importante, mas estamos num governo progressista, em que as questões sociais são caras”.
Estratégia eleitoral e Alckmin
A atuação do vice-presidente também foi avaliada no âmbito da disputa eleitoral. A coordenadora regional lamentou a exposição reduzida do aliado na primeira etapa do pleito, defendendo que ele “poderia ter aparecido mais”. De acordo com a ex-senadora, a presença do socialista é estratégica porque “ele precisa aparecer mais, porque ele ajuda muito, ajuda em São Paulo, ajuda no mercado financeiro, ajuda junto aos empresários“.
Críticas à comunicação governamental
Analisando o cenário político que resultou na vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atual mandatário no primeiro turno, a petista culpou a estratégia midiática da gestão federal. “No Lula 3, foi muito ruim. Não chegou na população as vantagens que o governo estava oferecendo”, declarou, direcionando cobranças diretas ao ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, ao afirmar que “não pode ser o Sidônio dono de tudo, absoluto numa crise desta. Ele falhou”.
Para reverter o quadro na etapa decisiva, a liderança política defende a ampliação de alianças, buscando aproximação com aliados da oposição e eleitores indecisos, com atenção especial voltada às pequenas cidades com menos de 10 mil habitantes, locais onde o grupo político registrou retração de 10% no eleitorado.
Fonte: Portal Info Money




