O ex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo (DC) atribuiu a uma tentativa de blindagem diante do Supremo Tribunal Federal (STF) a substituição de sua pré-candidatura pela do ex-ministro Joaquim Barbosa, anunciada pelo presidente da legenda, João Caldas. De acordo com Rebelo, a troca seria uma sinalização de boa vontade diante de investigações relacionadas ao caso Master em Maceió, onde o filho de Caldas, João Henrique Caldas (PSDB), é prefeito.
“A oposição já está usando esse escândalo nas eleições de Alagoas e circula o dossiê dos negócios da família Caldas na prefeitura de Maceió, e diz: olha, provavelmente ele procurou algum tipo de proteção de um ex-ministro do Supremo porque essa investigação vai para o Supremo Tribunal Federal”, disse Rebelo, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (20).
De acordo com o portal Metrópoles, a Polícia Federal (PF) investiga uma consultoria que recomendou ao Maceió Previdência que fizesse investimentos em letras do Banco Master. De acordo com a reportagem, o investimento total foi de R$ 168 milhões. Hoje, já se sabe que parte dos ativos do Master eram “podres”, ou seja, não possuíam valor.
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Logo após a liquidação do banco de Daniel Vorcaro, o Maceió Previdência emitiu uma nota para tranquilizar os aposentados e pensionistas. De acordo com o órgão, “o patrimônio do Maceió Previdência atingiu recentemente a marca recorde de R$ 1,4 bilhão, e os investimentos realizados em títulos do Banco Master representam menos de 10% desse total”.
Para o ex-ministro do governo Lula (PT), o aceno ao Supremo teria relação, além da própria proximidade de Joaquim Barbosa com os atuais magistrados, com sua postura crítica em relação à Corte. A substituição, nesse sentido, seria uma forma de sinalizar discordância com as críticas.
“Ninguém vai aceitar que o Supremo, que já se mete em tudo, aí vai ter um ex-ministro do Supremo como candidato à Presidência da República? Isso não tem cabimento, isso não se explica a não ser por esse temor, por esse receio do presidente João Caldas das investigações sobre o Banco Master a partir da Polícia Federal em Maceió e das repercussões políticas nas eleições de Alagoas para o filho e para ele”, concluiu.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o Democracia Cristã e com o Maceió Previdência. O espaço segue aberto para manifestação.
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