Após críticas do Tribunal de Contas da União sobre a mitigação de danos ambientais, o governo federal intensificou o rigor fiscalizatório no Pantanal de Mato Grosso do Sul, realizando operações preventivas mesmo fora do período crítico de estiagem. O Ibama estabeleceu base em Corumbá para vistorias em áreas remotas via satélite, resultando em multas que já somam R$ 4,7 milhões contra empresários e órgãos públicos, como o Dnit, autuado em R$ 1,8 milhão pela morte de milhares de animais na BR-262. Simultaneamente, a Polícia Federal cumpre mandados em Ladário para desarticular esquemas de incêndios criminosos que visavam a construção de infraestruturas ilegais em áreas de preservação, utilizando perícia tecnológica para rastrear os envolvidos.
O cenário de fiscalização incluiu até a apreensão de espécies exóticas com um cidadão estrangeiro e o monitoramento rigoroso de empresas de exportação e turismo na região de fronteira. Essas ações, integradas à campanha “Pantanal sem Incêndios”, buscam reverter o histórico de falhas na proteção civil e garantir que o bioma, severamente atingido em anos anteriores, tenha uma resposta ágil e punitiva contra qualquer infração. Com a análise de celulares e documentos apreendidos, as autoridades esperam identificar redes criminosas que lucram com a degradação, consolidando uma presença ostensiva para evitar que novos focos de incêndio destruam a biodiversidade local nesta temporada.



















