Operação Antidotum prende dirigentes da Santa Casa de Campo Grande, capital do estado
As prisões fazem parte da Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gecoc e do Gaeco. O objetivo é desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Santa Casa
©Imagem Divulgação, ABCG/ na foto, Alir Terra Lima, diretora-presidente da Santa Casa de Campo Grande(MS)
A presidente da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, Alir Terra Lima, e o diretor adjunto de finanças, Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, foram presos preventivamente nesta sexta-feira (11) e encaminhados ao Presídio Militar da Capital. Por serem advogados, ambos terão direito a cela especial.
Além deles, também foram detidos o ex-diretor financeiro Rinaldo Hakme Romano, o ex-diretor administrativo Alessandro Dias Junqueira, a coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística, Monique Gregório de Oliveira, e o empresário Maurício Aparecido Benites. Todos devem passar por audiência de custódia nas próximas horas.
Esquema de fraude
De acordo com as investigações, houve irregularidades em contratos de digitalização de prontuários médicos, com pagamentos milionários sem a execução dos serviços. O contrato previa R$ 5,4 milhões em três anos, mas já no primeiro ano o desvio teria alcançado R$ 1,4 milhão.
Outro ponto apurado foi a relação da operadora Santa Casa Saúde com empresas ligadas à diretoria do hospital. Em 2025, essas empresas receberam R$ 9,6 milhões, gerando prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões. Muitas delas estavam registradas em um endereço que, na prática, estava desocupado.
Prejuízo em apuração
Segundo o MPMS, os contratos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos dos órgãos de controle, como o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado. O valor total do prejuízo ainda está sendo calculado.
A operação contou com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar e acompanhamento da OAB-MS, garantindo o cumprimento das prerrogativas dos advogados.
O nome da operação, “Antidotum”, vem do latim e significa “antídoto”, simbolizando a tentativa de neutralizar práticas nocivas à administração pública.