Em vigor desde março de 2026, a Lei Felca, também conhecida como ECA Digital, impõe novas regras para proteger crianças e adolescentes na internet. A legislação exige que plataformas e sites adultos implementem sistemas de verificação de idade para impedir o acesso de menores a conteúdos nocivos.
O que é exatamente a Lei Felca e qual o seu objetivo?
A Lei Felca é o nome popular do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. Ela busca criar um ambiente online mais seguro para os menores de 18 anos. Para isso, estabelece deveres para redes sociais, aplicativos e sites, como YouTube e Instagram, exigindo que eles identifiquem a idade dos usuários e bloqueiem o acesso de crianças a produtos ou conteúdos inadequados para a fase de desenvolvimento delas.
Quais conteúdos e serviços passam a ser proibidos para menores?
Segundo a regulamentação, menores não podem acessar pornografia, serviços de prostituição, jogos de azar (apostas), sites de armas e munições, além de sites de bebidas alcoólicas ou fumo. A lista inclui ainda aplicativos de namoro com teor sexual e as chamadas ‘caixas de recompensa’ em jogos (loot boxes), que funcionam como uma espécie de aposta com itens virtuais.
Como será feita a verificação de idade na prática?
A lei não define uma tecnologia específica, permitindo que as próprias empresas escolham seus métodos. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) vai avaliar se as soluções escolhidas garantem a privacidade. Na prática, o usuário não poderá mais apenas declarar que tem 18 anos; será necessário passar por mecanismos mais sofisticados que comprovem a idade real, o que ainda gera debates sobre segurança de dados e privacidade em escala global.
Quais são as principais preocupações dos especialistas em segurança digital?
Mais de 400 pesquisadores internacionais alertam que não existe hoje um sistema de verificação de idade totalmente seguro e à prova de falhas. Eles temem que a exigência em larga escala facilite o rastreamento de adultos, exponha dados pessoais e que o sistema seja facilmente burlado por ferramentas como VPNs (que mascaram a localização e identidade) ou perfis falsos criados por inteligência artificial.
Como a regra impacta o controle parental e as famílias mais pobres?
A lei exige que smartphones e apps facilitem o uso do controle parental, tornando essas ferramentas mais visíveis e claras. O objetivo é padronizar configurações que bloqueiem geolocalização e contatos com estranhos por padrão. Especialistas defendem que isso é crucial para famílias de baixa renda ou com menos instrução digital, que hoje encontram dificuldades para configurar essas travas de segurança sozinhas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Créditos Gazeta do Povo
*conteúdo reproduzido para propagação da informação. Todos os direitos de imagem, conteúdo, texto e pesquisa são pertencentes a Gazeta do Povo. Caso queria que seja encerrado a publicação, envie email para jornalismo@novafm96.com.br para retirar do ar.



















