Dias depois de ter sido bloqueado na plataforma de vídeos do Google YouTube, o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, teve suas contas suspensas no Instagram e no X. A defesa do apresentador declarou que aguarda o resultado dos recursos dentro das próprias plataformas para decidir como será o procedimento jurídico.
O advogado Hugo Freitas, diretor jurídico e vice-presidente da Free Speech Union Brasil (FSU-BR), afirmou à Gazeta do Povo que as empresas dão explicações vagas. Ele considera, no entanto, que existem formas de recorrer judicialmente das decisões usando o arcabouço brasileiro que protege o produtor de conteúdo.
“As empresas se limitam ao celebrar um contrato com o criador de conteúdo, que precisa ser respeitado e aplicado com boa-fé. Além disso, existem muitos precedentes na jurisprudência aplicando normas do Direito do Consumidor, ou até mesmo constitucionais, nas relações privadas com as plataformas. Então, certamente há espaço para se pensar em algum tipo de reação nesse sentido”, afirmou.
Monark disse ter sido comunicado por notificação pelo YouTube de que estava proibido de criar novos canais ou monetizar conteúdos na plataforma durante o último fim de semana. Em um vídeo publicado no último sábado (2), ele classificou a decisão como “desproporcional” ao comentar a derrubada de um novo canal poucos dias após o lançamento.
A Google alega violação de normas para manter a conta do influenciador bloqueada e impedida de monetizar. A Meta foi procurada pela Gazeta do Povo para comentar, mas ainda não retornou o nosso contato. Assim que responder suas considerações serão acrescentadas.
Monark defendeu legalização de partido nazista em 2022
Em fevereiro de 2022, quando ainda era apresentador do podcast Flow, Monark defendeu a legalização de um partido nazista e afirmou que as pessoas deveriam ter o direito de ser “antijudeus”. As declarações tiveram forte repercussão negativa. No dia seguinte, ele deixou a apresentação do programa e se desligou da empresa.
Monark também foi incluído em um inquérito dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro por questionar o funcionamento do sistema eleitoral. O ministro Alexandre de Moraes chegou a proibir que o influenciador tivesse redes sociais; a decisão, no entanto, foi derrubada em fevereiro de 2025.
“Eu sofri as consequências: perdi o Flow, saí do meu emprego e do meu próprio programa. Pedi desculpas várias vezes, mas as retaliações não acabam. Parece que pessoas muito poderosas querem me destruir completamente”, disse. “Errar, eu errei, mas as consequências estão muito fora de proporção”, concluiu Monark.
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