O mercado de cuidados faciais no Brasil ganhará um reforço de peso com a entrada da Cimed no segmento de K-Beauty. A farmacêutica brasileira investiu R$ 80 milhões para estruturar a Mili, sua nova divisão de produtos para a pele voltada ao consumidor final. A previsão de estreia nas prateleiras de drogarias e perfumarias de todo o país é janeiro de 2027, com expectativa de atingir R$ 150 milhões em faturamento já no primeiro ano de circulação comercial.
Estratégia de preço intermediário nas farmácias
Diferente de rótulos importados que chegam ao território nacional custando quantias elevadas, a nova etiqueta aposta em valores que variam entre R$ 70 e R$ 200. A proposta mira um público amplo sem tentar concorrer diretamente com marcas consagradas de dermocosméticos de farmácia.
“Não vou competir com La Roche ou Vichy. É um novo mercado, uma segmentação distinta”, afirmou João Adibe, presidente da Cimed.
A visão do comando da empresa é transformar a nova aposta em um modelo ágil e acessível para o consumidor local. “Um dos maiores erros das marcas é a precificação no lançamento. Ou lança muito caro para tentar pegar o topo da pirâmide, ou ‘nasce preço e morre preço’, como se diz no jargão. Entendemos qual era a camada em que tínhamos que flutuar: entre R$ 70 e R$ 200. Queremos ser a fast fashion da categoria”, disse o executivo.
Alta na importação e formulações asiáticas
A decisão acompanha o forte avanço da estética oriental no país. Registros da autoridade aduaneira sul-coreana (Korea Customs Service) indicam que a compra de cosméticos da Coreia do Sul por importadores brasileiros disparou 951% em 2025, somando US$ 54,3 milhões.
“Há cinco anos começamos a frequentar a Coreia por causa dos preenchedores e passei a ver esse mercado crescer muito. Já era um fenômeno dentro da Coreia, mas ainda não era tão forte fora. Depois chegou ao Brasil. E, em um primeiro momento, quando uma tendência viraliza, é preciso qualificá-la, isto é, entender se o produto entrega a experiência prometida. E eu fui surpreendido”, disse João Adibe.
Para formular o portfólio de estreia, times da farmacêutica percorreram quatro nações asiáticas e 18 municípios em uma imersão de 90 dias, adaptando fórmulas às exigências dos órgãos reguladores do Brasil. O catálogo inicial conta com sete lançamentos: Exo Mist, Exo Toner, Exo Cleanser, Exo Sérum, Exo Cream, Exo Shot e Exo Eye Cream. A composição apoia-se na plataforma tecnológica METAexosome L55 e reúne um complexo de peptídeos.
Sinergia com o setor de medicina estética
A movimentação também se apoia no crescimento da Milimetric, braço da companhia dedicado a injetáveis e procedimentos médicos estéticos. Esse segmento recebeu aportes de R$ 200 milhões desde sua fundação e mira receita de R$ 400 milhões em 2026, contra R$ 150 milhões obtidos em 2025. O plano de médio prazo projeta faturar R$ 2 bilhões em cinco anos com a divisão, o que deve representar 20% das vendas globais do grupo.
A rede de contatos profissionais já estabelecida no setor será parte crucial para a distribuição dos dermocosméticos. “Já estou visitando esses profissionais para colocar a Mili como o cuidado após a aplicação do preenchedor”, afirmou Adibe.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Info Money *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




