Após compartilhar mais de três décadas de vida ao lado de um dos maiores nomes do cinema europeu, Bernard d’Ormale enfrenta um momento de arrependimento em relação à partilha de bens. O companheiro da estrela revelou ter solicitado expressamente para não constar entre os herdeiros, motivado pelo receio de que sua presença gerasse acusações sobre motivações financeiras. Com os desdobramentos recentes, contudo, ele admitiu rever essa postura e afirmou que deveria ter participado ativamente das definições sucessórias.
Nova rotina e saída da mansão em Saint-Tropez
A decisão de ficar à margem da sucessão culminou na necessidade de desocupar a propriedade de La Madrague, residência onde viveu por mais de 30 anos ao lado da artista. Aos 85 anos, d’Ormale reside atualmente em uma habitação compacta de 29 metros quadrados, planejada para o acolhimento de pessoas da terceira idade. O viúvo classificou a recente mudança forçada como uma “experiência difícil”.
Apesar da distância física, os laços com a antiga propriedade permanecem ativos. Ele relatou que continua fazendo o trajeto de travessia pela baía para alimentar os gatos que continuam no imóvel, sustentando que não existe outra pessoa designada para cuidar dos animais.
Conflitos sobre leilão e divisão patrimonial
Os bens deixados pela atriz foram destinados ao seu filho, Nicolas-Jacques Charrier, e à organização ambiental e de proteção aos animais que ela própria estabeleceu. No entanto, um novo foco de tensão surgiu com o anúncio da venda pública de cerca de 300 itens do acervo pessoal de Bardot, lista que engloba quadros, fotografias históricas e peças de vestuário.
Contrário ao leilão, d’Ormale alega que não deu autorização para a comercialização desses objetos e argumenta que a iniciativa prejudica a memória da ex-atriz. Afastado do comando da instituição logo após o falecimento da companheira, ele sinalizou a intenção de recorrer aos meios judiciais para barrar a iniciativa e contestar decisões tomadas pela entidade.
Entrave jurídico e justificativa da instituição
Do outro lado do embate, a entidade filantrópica defende que a desocupação da residência obedeceu a estritos critérios legais. A diretoria esclareceu que o imóvel de Saint-Tropez foi repassado à organização ainda em 1992, por vontade da própria artista, não cabendo qualquer repasse sucessório ao parceiro. A instituição pontuou ainda que concedeu um período de seis meses para a transição e prestou suporte para que ele encontrasse uma nova moradia na cidade.
A organização também ressaltou que a manutenção de d’Ormale no local acarretaria riscos legais. A condição de cônjuge formal foi outro elemento controverso: o casamento ocorreu no exterior e não foi averbado perante o registro civil na França, razão pela qual ele é apontado pela fundação como companheiro, sem prerrogativas sucessórias sobre os bens imobiliários.
Consagrada mundialmente pela atuação artística, Brigitte Bardot encerrou a carreira em 1973 para focar integralmente na causa dos animais e fundou sua instituição em 1986. A atriz morreu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos, deixando um legado cultural e ativista que agora atravessa disputas administrativas.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Info Money *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




