O mercado global de petróleo registrou alta no início das negociações asiáticas na segunda-feira (12), impulsionado pela intensificação das ofensivas dos houthis contra o território saudita e pelos temores de desdobramentos no Oriente Médio. Paralelamente, o dólar apresentou leve valorização frente às principais moedas do mundo.
Impacto das tensões no Oriente Médio
A cotação do Brent, referência internacional da commodity, avançou 0,4%, alcançando US$ 105,10 por barril. A escalada dos conflitos ocorreu após um ataque atingir o principal aeroporto da Arábia Saudita, somando-se a uma ofensiva anterior que deixou dezenas de vítimas. Essa instabilidade eleva o risco de interrupções no fornecimento global de energia e afeta diretamente rotas comerciais estratégicas, como o estreito de Bab el-Mandeb.
Reação dos mercados globais
A volatilidade geopolítica coincide com uma semana considerada crucial para os investidores, que aguardam a divulgação de índices de inflação nos Estados Unidos e na Europa, além de pronunciamentos de autoridades monetárias.
“Em períodos mais tranquilos, manchetes geopolíticas costumam ter um impacto desproporcional nos mercados”, escreveu Nick Twidale, estrategista-chefe da AT Global Markets, em Sydney, em relatório a clientes. Mas, com a divulgação da inflação americana, falas de dirigentes de bancos centrais e o início de mais uma temporada de balanços corporativos nos EUA, “os mercados terão muito o que digerir nesta semana”.
Expectativas para a inflação e juros americanos
Os operadores acompanham atentamente a inflação ao consumidor nos EUA e o posicionamento de dirigentes do Federal Reserve. O rendimento dos Treasuries de 10 anos aproximou-se de 5,4% na semana anterior, o patamar mais elevado desde 2002. A manutenção do Brent acima de US$ 100 por barril reforça o receio de que os custos energéticos continuem alimentando pressões inflacionárias globais.
Comportamento das ações e balanços corporativos
Apesar do cenário adverso, as ações têm demonstrado resiliência. O índice S&P 500 oscilou recentemente entre preocupações com o setor tecnológico e expectativas em torno dos resultados empresariais. Analistas estimam que as companhias integrantes do índice possam registrar um avanço expressivo de cerca de 25% nos lucros do terceiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Força do dólar no câmbio internacional
No câmbio, a moeda americana engatou sua quarta semana consecutiva de ganhos, impulsionada pela busca de proteção por parte dos investidores diante do conflito envolvendo o Irã e dos custos elevados da energia. Questões fiscais na Europa também enfraqueceram o euro, que atingiu mínimas recentes.
“O argumento para uma ruptura do dólar em relação à faixa em que negocia há 15 meses está se tornando cada vez mais convincente”, escreveram estrategistas do Barclays liderados por Themistoklis Fiotakis. “O desempenho superior da economia americana, o espaço limitado para queda dos rendimentos e as vulnerabilidades fiscais e energéticas da Europa apontam para novas altas. No entanto, o posicionamento já muito comprado pode interromper essa valorização no curto prazo.”
A combinação de riscos geopolíticos e indicadores econômicos mantém os analistas cautelosos quanto aos rumos da inflação e das taxas de juros internacionais nos próximos meses.
Fontes: Informações de mercado compiladas pela Bloomberg Intelligence e relatórios de instituições financeiras globais. Imagens e vídeos ilustrativos reproduzidos conforme cobertura jornalística padrão dos mercados internacionais.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Info Money *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




