O presidente Lula participou de um grande ato político na tarde deste domingo, na Avenida Paulista, acompanhado por importantes nomes da política nacional como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, além do ministro Guilherme Boulos.
Decisão judicial e críticas Logo na chegada ao evento, o chefe do Executivo direcionou críticas duras a uma determinação recente do Tribunal Superior Eleitoral. A medida atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para derrubar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, ferramenta coordenada pelo deputado André Janones que contava com mais de três milhões de integrantes.
Sobre o caso, o presidente declarou:
— Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir se seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça —
Apresentação de aliados e estratégia eleitoral Antes de proferir seu discurso para a multidão concentrada na capital paulista, o titular do Planalto apresentou os governadores reeleitos no primeiro turno no Nordeste: Jerônimo Rodrigues, Rafael Fonteles e Elmano de Freitas. Durante sua fala, o político enfatizou a necessidade de engajamento para atrair o eleitorado que se absteve na etapa anterior do pleito.
Em seu pronunciamento, o presidente destacou:
— Temos agora uma responsabilidade muito grande. Temos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar, muita gente acima de 70 anos não foi votar. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas. Nós temos que convencer as pessoas, se o Lula com 81 anos está com a saúde que está é porque eu quero provar que a idade não faz a gente ficar velho —
Propostas e panorama do evento O evento também serviu para reforçar metas para um eventual novo mandato, priorizando a inovação e a segurança pública. A respeito disso, afirmou:
— O nosso próximo mandato é para fazer uma revolução tecnológica nesse país. Nós precisamos garantir segurança para o povo e prisão para os bandidos —
A manifestação, organizada pela União Nacional dos Estudantes, reuniu bandeiras de diferentes legendas, faixas com pautas sociais e bonecos infláveis. Segundo a Polícia Militar, a caminhada seguiu do Masp em direção à Rua da Consolação com encerramento previsto na Praça Roosevelt. Crédito de imagem e vídeo: Ricardo Stuckert / divulgação PT.
Desafio no estado paulista A cúpula da campanha eleitoral considera fundamental reverter o cenário em São Paulo, onde o candidato obteve quase 1 milhão de votos a menos em comparação ao pleito de 2022. Para isso, a estratégia aposta na forte presença de Geraldo Alckmin junto ao eleitorado de centro e direita.
Reforçando essa articulação, Alckmin, Tebet e Marina participaram recentemente de um evento com o grupo Judeus e Judias Pela Democracia, no bairro do Bom Retiro. Na ocasião, o vice-presidente defendeu “falar com a classe média” e mostrar “prejuízos que podem ter” caso o bolsonarismo volte ao poder.
Fonte e Crédito de Imagens: Portal Extra *repostado afim de propagar a informação, sem fins comerciais




