A conhecida defensora dos direitos dos animais Carole Baskin apelou publicamente para que o zoológico na Inglaterra poupe a vida do tigre-siberiano envolvido na morte de um jovem de aproximadamente 20 anos, ocorrida no último sábado (10/10) após uma invasão ao recinto.
Contexto da tragédia no zoológico britânico O incidente aconteceu no Yorkshire Wildlife Park. Conforme relatos de testemunhas, momentos antes de invadir o espaço, o rapaz pediu a outra visitante que tirasse fotografias suas tendo o felino como plano de fundo. O animal envolvido é um macho da espécie siberiana chamado Altai, com cerca de 190 quilos.
Ações de socorro e segurança do local Frequentadores tentaram desviar a atenção do felino enquanto equipes de emergência acionavam os protocolos de segurança. Socorristas e paramédicos chegaram a utilizar um helicóptero de resgate, mas o rapaz não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no próprio parque. O felino “não sofreu ferimentos e permaneceu no recinto após o incidente”, segundo comunicado policial que confirmou que o animal não oferece riscos à população. O zoológico suspendeu as atividades pelo restante do fim de semana, mas evitou comentar qual será o destino do bicho.
Posição da ativista e declarações oficiais Conhecida mundialmente por sua participação na série documental de true crime “Tiger King” — produção de 2020 sobre o universo de zoológicos privados e disputas envolvendo Joe Exotic —, a atual CEO da organização sem fins lucrativos Big Cat Rescue demonstrou solidariedade aos parentes da vítima, cujo nome não foi divulgado. “Meu coração está com a família e os entes queridos do homem que perdeu a vida hoje no Yorkshire Wildlife Park. Nenhuma família deveria ter de suportar uma perda tão devastadora, e meus pensamentos também estão com aqueles que testemunharam essa tragédia”, declarou.
Apesar de lamentar o ocorrido, Baskin enfatizou que o predador agiu conforme sua própria natureza. “O tigre não estava fazendo nada errado ao agir como um tigre. Sinto-me aliviada ao saber que o animal não foi ferido”, afirmou ela em entrevista ao jornal “NY The Post”. Ela também ponderou sobre a imprevisibilidade de espécies selvagens: “Ainda não conhecemos todas as circunstâncias que levaram à morte desse homem, e seria errado especular. O que sabemos é que um tigre é um predador selvagem poderoso, e nada, seja cativeiro, treinamento ou familiaridade, pode mudar isso”.
Por fim, a ativista defendeu mudanças na forma como a sociedade lida com a fauna silvestre. “Minha esperança é que essa perda terrível leve a uma reflexão significativa sobre nossa relação com animais selvagens e a um futuro em que tanto pessoas quanto tigres estejam mais seguros, porque escolhemos proteger os grandes felinos onde eles pertencem: na natureza”, concluiu. As autoridades locais ainda investigam de que maneira o jovem conseguiu transpor as barreiras de segurança para acessar a área restrita.
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